O presidente da câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), ameaçou, esta manhã, o vereador Bruno Rios (PL), seu adversário na disputa pelo comando da mesa diretora, após a operação Cathedra Venalis, (cadeira venal – cargo negociado) do GAECO, esta manhã, Wanderley é um dos 13 vereadores investigados. O clima de tensão com ameaça velada foi logo na abertura da sessão após os mandados de buscas e apreensões terem sido cumpridos. As declarações foram captadas na transmissão online. Eles estavam sentados lado a lado e o presidente bateu no ombro e ameaçou Bruno: “você vai pagar, meu filho”. Com o microfone principal cortado, Bruno Rios passou a rebater: “não vem me ameaçar aqui não. Faz o que você quiser, Wanderley, faz o que você quiser. Não tenho nada a ver com isso, não, as ações de vocês. Eu respondo pelos meus atos”. “Eu não tenho culpa”, afirmou, irritado.
No bate-boca, Cerqueira prosseguiu: “você vai saber na hora certa”. Bruno Rios deixou claro que não se curvaria a intimidações.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado investiga 13 vereadores na Operação Cathedra Venalis, por suposta corrupção e compra de votos ocorridos durante a eleição e disputa pelo comando da mesa diretora da câmara, que reelegeu Wanderley Cerqueira, um dos alvos das apurações. Cerqueira contestou a operação do GAECO, alegou que as investigações teriam motivações políticas para desgastar sua imagem e interferir no equilíbrio da câmara, informa a Gazeta Digital. A crise política em Várzea Grande é reflexo de acirrado racha interno. Bruno é um dos principais aliados da prefeita eleita Flávia Moretti (PL).
O GAECO cumpriu 30 mandados com buscas e apreensões. Dois mandados têm como alvos dois vereadores em Cuiabá.
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