A semeadura da soja da safra 2026/27 ganhou ritmo em Sorriso após as chuvas registradas nos últimos dias. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aproximadamente 40% da área prevista já foi plantada no município. A expectativa é de que a regularização das precipitações acelere os trabalhos nas lavouras durante a segunda quinzena de outubro.
O presidente do sindicato rural do município, Diogo Damiani, explicou que o plantio começou de forma lenta devido à irregularidade das chuvas em setembro. Embora o vazio sanitário tenha terminado no dia 6 daquele mês, permitindo a semeadura a partir do dia 7, os trabalhos ficaram concentrados inicialmente nas áreas irrigadas e em algumas propriedades que receberam precipitações suficientes. “O mês de setembro foi extremamente irregular de chuvas, principalmente chuvas manchadas, em forma de pancadas. Não teve nenhuma chuva regular para realmente o município alavancar essa semeadura”, afirmou.
Conforme Damiani, a situação começou a melhorar a partir do último sábado (10), quando as precipitações se tornaram mais frequentes e abrangentes, permitindo que os produtores intensificassem os trabalhos. Apesar da recuperação, o ritmo ainda está abaixo do registrado na temporada anterior.
Na safra passada, as chuvas regulares começaram no final de agosto e continuaram durante setembro, proporcionando condições favoráveis para o avanço das máquinas. “No ano passado, dia 30 de setembro nós tínhamos mais de 50% do município semeado”, comparou. Segundo ele, a estimativa do sindicato para o dia 10 de outubro deste ano apontava avanço do plantio para aproximadamente 60% da área.
Mesmo com o atraso inicial, a perspectiva para a produção é positiva. O presidente destacou que as previsões meteorológicas indicam chuvas mais regulares a partir de hoje, com continuidade durante novembro, favorecendo o desenvolvimento das lavouras. “O agricultor está com boas expectativas. Nós já recebemos algumas chuvas mais regulares. As previsões que recebemos para a segunda quinzena de outubro e também para novembro são de chuvas regulares, e acreditamos que será uma safra normal como as outras”, avaliou.
Por outro lado, o aumento dos custos de produção continua sendo uma das principais preocupações dos agricultores. Damiani apontou que os fertilizantes estão entre os insumos que mais pressionam as despesas, devido a fatores geopolíticos, conflitos internacionais e dificuldades logísticas no transporte marítimo. Segundo ele, os problemas de navegação e os atrasos nas entregas elevaram os valores dos fretes e, consequentemente, dos produtos utilizados nas lavouras. O fósforo, por exemplo, registrou aumento de aproximadamente 30%, impactando diretamente os custos da safra.
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