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Seedorf volta a comandar um clube após quase uma década e assume o Corinthians

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Gazeta Esportiva (foto: Giuseppe Maffia/assessoria)

O Corinthians surpreendeu e anunciou a contratação de Clarence Seedorf como novo técnico na manhã deste domingo. Sem comandar uma equipe há sete anos, o holandês foi contratado em meio à luta do Timão para reagir no Campeonato Brasileiro. Nos bastidores, a diretoria aposta no peso de sua figura para recuperar a confiança do elenco.

Segundo apurou a Gazeta Esportiva, o Corinthians vê Seedorf como um nome respeitado no futebol, estudioso e com uma mentalidade moderna. A liderança atribuída ao ex-jogador foi um dos principais fatores para a decisão.

O entendimento interno é de que a presença de uma figura com esse perfil à beira do campo pode aliviar parte da pressão sobre os atletas neste momento delicado. A expectativa da diretoria é de que Seedorf conquiste a confiança do grupo e consiga fazer os jogadores comprarem suas ideias, apesar dos resultados modestos de sua trajetória como treinador.

A contratação também foi influenciada pelas dificuldades encontradas pelo Corinthians na busca por um substituto para Fernando Diniz. O clube negociou com Ramón Díaz e consultou outros nomes, como Sylvinho, Juan Pablo Vojvoda e Fábio Carille, mas não conseguiu chegar a um acordo.

Além do momento esportivo, o prazo de contrato oferecido pela diretoria dificultou as conversas. O Corinthians buscava um compromisso apenas até o fim da temporada, já que o mandato do presidente Osmar Stabile termina no final deste ano.

As condições não agradaram aos treinadores procurados e limitaram as opções do clube. Nesse cenário, a disposição de Seedorf para assumir o Corinthians ganhou peso. O holandês demonstrou vontade de trabalhar no Timão e aceitou o desafio em meio à crise.

Ainda conforme apurou a reportagem, a multa rescisória prevista no contrato de Seedorf corresponde a três meses de salário, caso o Corinthians decida encerrar o vínculo.

Internamente, pessoas do clube também negam que Memphis Depay tenha participado da escolha. Apesar de o atacante e o novo treinador serem holandeses, a versão da diretoria é de que o camisa 10 não exerceu influência na decisão da diretoria.

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