O delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, afirmou que a investigação sobre o desaparecimento do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, 25 anos, pode estar próxima de um desfecho. O jovem está desaparecido há 12 dias, desde que saiu para pegar uma carona em Várzea Grande. Segundo o delegado, a mãe de Breno esteve na delegacia ontem e, conforme Bruno, o encontro foi longo e emocionante. Durante a conversa, a mãe apresentou novas informações à equipe e demonstrou confiança no trabalho realizado pelos investigadores.
“Ela foi ontem à delegacia lá me procurar, uma conversa bastante longa, até emocionante da parte dela, até da minha parte, apesar de estar há quatro anos na delegacia de homicídios. Ela disse que passou algumas informações relevantes para nós e mostrou total confiança no nosso trabalho. Apesar da angústia da morte do filho, do desaparecimento, no momento de dor, ainda conseguiu falar palavras bonitas para nós, dando confiança para a gente e se sentindo até aliviada após a nossa conversa com ela”.
“Ela chorou bastante, claro, uma mãe que está sem seu filho, e o fato que me chamou a atenção é que, mesmo naquele momento de dor dela, ela chegou a falar até em perdão de quem teria feito isso, e naquele momento ali ela disse que a única preocupação dela é encontrar o filho, apesar de a gente explicar a probabilidade dele estar morto. Nessas horas, a gente precisa ser sincero com a mãe”, acrescentou.
Bruno Abreu afirmou que a situação também aumenta a responsabilidade da equipe policial, especialmente diante da confiança demonstrada pela família. “Quando uma mãe que está sem o seu filho confia na polícia, isso gera mais responsabilidade para nós”, afirmou.
O delegado esclareceu que as equipes já realizaram todas as medidas que estavam ao alcance da Polícia Civil para tentar esclarecer o desaparecimento. A investigação, que corre sob sigilo, trabalha com a possibilidade de que Breno tenha sido vítima de homicídio. Abreu explicou, porém, que algumas etapas dependem de informações técnicas e de procedimentos que não estão sob controle direto da delegacia. “Tudo, tudo, 100%, tudo que a Delegacia de Homicídios podia fazer, ela já fez, tanto no Ministério Público, Judiciário, então agora é só detalhes para a gente conseguir avançar e prender esse suspeito”, declarou.
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