A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realiza, hoje, o 1º Simpósio Internacional sobre Cannabis Medicinal, Ciência e Regulação, promovido pelo Centro de Estudos e Inovações em Farmacognosia de Mato Grosso. O simpósio marca o lançamento oficial do Centro, criado para desenvolver pesquisas interdisciplinares com Cannabis sativa L. para fins medicinais.
Entre as pesquisas previstas estão estudos de fisiologia e genética vegetal voltados ao cultivo, melhoramento genético e desenvolvimento de novas cultivares para fins medicinais. O início do cultivo pelo CEIFMT está condicionado à obtenção de autorização especial para pesquisa, a ser expedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a coordenação, todas as atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) envolvendo a planta serão realizadas exclusivamente para fins medicinais e em conformidade com as exigências regulatórias nacionais.
O CEIFMT surgiu de uma parceria entre a UFMT, a Fundação Uniselva e a Fitocann Pesquisa Científica e Desenvolvimento. O Centro reúne pesquisadores de diferentes áreas, como Química, Farmácia, Medicina, Agronomia, Biologia, Direito e Engenharias.
De acordo com a coordenadora do evento, professora Cláudia Andrade, o CEIFMT está na fase inicial de construção de sua estrutura laboratorial e implantação da infraestrutura de PD&I, além de estar em processo de licenciamento junto aos órgãos regulatórios nacionais. O grupo de pesquisa já é certificado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e está inscrito na Plataforma Nacional de Infraestrutura de Pesquisa, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Mesmo antes do início da pesquisa empírica, o grupo desenvolveu projetos estruturais e protocolos operacionais relacionados ao manejo da Cannabis sativa L., processamento primário, técnicas de extração, segurança e gestão da informação. As linhas de pesquisa abrangem áreas como genética e desenvolvimento de cultivares, bioprospecção, fitoquímica, farmacologia, microbiologia aplicada, processos e bioprodutos, química verde, métodos analíticos, bioquímica, neuroquímica, farmacotécnica, agronomia, clínica médica e direito regulatório.
Segundo Cláudia, embora a pesquisa sobre Cannabis sativa L. para fins medicinais já esteja estabelecida em diferentes países, esse campo ainda está em desenvolvimento no Brasil. Nesse contexto, a UFMT integra o grupo de instituições brasileiras pioneiras e que avançam na estruturação de pesquisas sobre o tema.
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