A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Cuiabá realiza, na próxima semana, entre os dias 28 e 1º de outubro, a segunda edição do projeto de extensão “Expansão do Agronegócio e Conflitos Socioambientais”. A programação será realizada no Instituto de Geografia, História e Documentação e reunirá pesquisadores, estudantes, povos indígenas, movimentos sociais, instituições públicas e organizações da sociedade civil para discutir os efeitos sociais, ambientais e territoriais relacionados à expansão do agronegócio em Mato Grosso.
A programação terá como eixo diferentes dimensões dos conflitos relacionados ao modelo de desenvolvimento baseado na expansão das atividades agropecuárias. Entre os temas estão os discursos sobre o agronegócio, os impactos sobre a saúde, os efeitos dos agrotóxicos, as disputas territoriais envolvendo povos indígenas e populações tradicionais e as experiências de agroecologia e bioeconomia como alternativas e formas de resistência.
A abertura do evento será na próxima segunda-feira, às 19h, no Auditório do IGHD, com apresentação artística da professora, cantora e musicista Gê Lacerda. Em seguida, será realizada a mesa de abertura, com participação dos organizadores do encontro, entre eles o professor Cleberson Ribeiro de Jesuz, Juliana Cristina da Rosa, Renan Vinicius Sotto Mayor de Oliveira, um representante da Defensoria Pública da União e presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos, Vanderley Scarabelli, da Via Campesina, e Aldi Nestor de Souza, da JURA/2026.
Na sequência, a mesa “Discursos do agronegócio” reunirá o professor Armando Wilson Tafner Junior (UNIFESSPA/NERU), o professor Henrique Duarte (SEDUC/NERU) e a doutoranda Luana Souza Santos (NERU). O debate será mediado pela professora Juliana Cristina da Rosa (NERU/NPH).
Na terça-feira, o tema será “A expansão do agronegócio e os efeitos na saúde”. A mesa terá mediação do professor Maelison Silva Neves (NEAST) e contará com a participação dos pesquisadores Emerson Soares dos Santos (POSGEO/UFMT) e Marcia Leopoldina Montanari Correa (NEAST), que apresentarão reflexões produzidas a partir de suas pesquisas.
Já no dia 30, a mesa “Bioeconomias e Agroecologia como resistência” reunirá Marcia Teixeira Falcão (UERR), Onelia Carmem Rossetto (GECA) e Ricardo Gilson (UNIR), com mediação da professora Giseli Gomes Dalla Nora (GECA/JURA/NERU).
Encerrando a programação de mesas, no dia 1º de outubro, será realizado o debate “Conflitos Socioambientais e Povos Indígenas”. Participam Flávio Conche do Nascimento (Arquivo Público de MT/NERU), Mariel Mariscot Bento Kujiboekureu (USP/SEDUC-MT/ASIE) e Tracy Devine Guzmán (University of Miami), com mediação da professora Beatriz dos Santos de Oliveira Feitosa (NERU/ASIE).
Além das mesas de debate, o evento terá sessões temáticas das 13h30 às 18h, realizadas no Bloco Didático do IGHD/ICHS. A programação dará espaço para que estudantes apresentem pesquisas relacionadas aos conflitos socioambientais. No dia 29, será discutido o tema “Conflitos Socioambientais e impactos psicossociais”. No dia 30, a sessão será dedicada às “Resistências aos conflitos socioambientais”. Já no dia 1º de outubro, os debates abordarão os “Impactos dos agrotóxicos na saúde e ambiente”.
A programação inclui ainda o lançamento de livros e relatórios relacionados aos direitos territoriais e aos povos indígenas. Entre as obras que serão apresentadas estão “Direito ao espaço memorial Bóe-Bororo”, de Adriano Boro Makuda, e “Refúgios: Demarcação de terras de povos indígenas isolados no Brasil”, organizado por Lilian Parra, Luísa Girardi e Maria Emília Coelho.
No dia 1º de outubro, às 19h, será lançado o “Relatório de Violência contra os Povos Indígenas 2025”, publicação do Conselho Indigenista Missionário (CIMI).
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