Uma ação conjunta da Polícia Civil de Mato Grosso com a Polícia Boliviana resultou na captura, ontem, em Santa Cruz de la Sierra, da foragida conhecida como “Angeliquinha”. Apontada como uma das lideranças de uma facção criminosa com atuação no extremo norte de Mato Grosso, especialmente em Alta Floresta e região, ela estava foragida do sistema prisional desde 17 de agosto do ano passado, quando fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.
A investigada possuía seis mandados de prisão em aberto, expedidos ao longo deste ano, período em que permaneceu foragida. Ela também possui mais de 260 anos em condenações decorrentes de diferentes crimes, entre eles homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa. As investigações apontam que Angeliquinha exercia influência sobre atividades criminosas desenvolvidas na região de Alta Floresta, incluindo ações relacionadas ao tráfico de drogas, extorsões e exploração de atividades ilícitas em áreas de garimpo.
Em março deste ano, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown para desarticular o núcleo familiar ligado à investigada e responsável, segundo as investigações, por dar suporte às atividades criminosas e auxiliar na lavagem de dinheiro obtido pelo grupo criminoso.
A operação cumpriu 31 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão, sete de busca e apreensão, seis sequestros de veículos, quatro sequestros de imóveis, sete bloqueios de contas bancárias e três suspensões de pessoas jurídicas. As medidas foram decretadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, com base em investigação conduzida conjuntamente pela GCCO/Draco e pela Delegacia de Alta Floresta.
Entre os alvos estavam o pai, a filha e o genro da líder da facção, apontados como integrantes do núcleo familiar que atuava no apoio ao grupo criminoso e na movimentação de recursos de origem ilícita. As investigações identificaram a movimentação de mais de R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e sete meses, valores considerados incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. Segundo a apuração, empresas e outros negócios eram utilizados para dar aparência de legalidade aos recursos provenientes das atividades criminosas.
O grupo também é investigado por envolvimento com a exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta e Nova Bandeirantes, atividade que, conforme as investigações, estaria relacionada a outras práticas criminosas, como extorsões e tráfico de drogas.
Após a captura, serão adotados os procedimentos legais necessários para o retorno da foragida ao Brasil e o cumprimento das ordens judiciais expedidas contra ela.
Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui


