O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso sediou, na última sexta-feira, a formatura de 14 trabalhadores resgatados do trabalho escravo que concluíram o curso de Construção Civil 2026/1 do Projeto Ação Integrada, iniciativa desenvolvida em parceria com o órgão. A cerimônia ocorreu no auditório da Procuradoria Regional do Trabalho da 23ª Região, em Cuiabá, e marcou o encerramento de uma formação iniciada em junho.
O curso de Construção Civil foi realizado entre junho e setembro deste ano, na Fazenda Experimental da UFMT, em Santo Antônio de Leverger (33 km de Cuiabá). Além da formação profissional, os trabalhadores participaram de atividades de inclusão digital e escolarização, em uma ação realizada em parceria com o SENAI e a secretaria estadual de Educação de Mato Grosso.
Durante a entrega dos certificados, a procuradora-chefe do MPT-MT, Thaylise Campos Coleta de Souza Zaffani enfatizou que a qualificação representa uma oportunidade de recomeço para os participantes. “Vejo que, aqui entre os formandos, temos pessoas muito jovens, pessoas que já caminharam um pouco mais, mas todos estão na mesma situação: buscando melhorar. Há oportunidades que passam na vida e a gente tem que se agarrar a elas. Essa é uma dessas oportunidades. Para todos vocês, não importa a idade, se jovens, se já estão caminhando ali há mais tempo, que seja apenas um começo. Isso é o mais importante”, afirmou.
A professora da Universidade Feeral de Mato Grosso (UFMT), Kelly Pellizari, por sua vez, destacou a importância da experiência de formação e da convivência entre os participantes. “Foram 90 dias conhecendo pessoas diferentes, convivendo com pessoas diferentes, aprendendo coisas que, às vezes, vocês não sabiam e aprimorando aquilo que, muitas vezes, vocês já traziam na bagagem como profissionais. Que vocês levem desse curso o respeito e a valorização por aprender. É um diferencial que nós vamos levar, é estar sempre aberto a aprender, a tolerar, a respeitar o outro e suas diferenças, naquilo que a gente gosta e, sobretudo, naquilo que a gente não gosta”, afirmou.
Ribeiro ressaltou o significado simbólico da formação.
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