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Maior centro de triagem de animais silvestres da América Latina será inaugurado em novembro em Mato Grosso

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Redação Só Notícias (foto: assessoria)

O novo Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), em Cuiabá, será inaugurado em novembro e promete ser a maior unidade do tipo na América Latina e uma referência mundial no atendimento a animais silvestres. A estrutura foi construída em uma área de 39 hectares, com cerca de 4.500 metros quadrados de área construída, e está com a obra civil concluída, em fase final de implantação de equipamentos, mobiliários e estruturação das equipes.

O espaço conta com bloco administrativo, hospital veterinário, setor de quarentena e recintos específicos para diferentes grupos de animais. Toda a estrutura foi planejada para atender aos padrões técnicos de bem-estar e biossegurança. A unidade foi projetada para receber animais provenientes de fiscalizações, apreensões, resgates e entregas voluntárias, ofertando serviços de triagem, manutenção, tratamento veterinário e reabilitação.

Na quarta-feira, o Poder Judiciário de Mato Grosso realizou uma visita técnica ao novo centro. O juiz Emerson Luís Pereira Cajango, titular da Vara Especializada do Meio Ambiente e do Juizado Volante Ambiental, conheceu as instalações. “A estrutura que vistoriamos impressiona bastante, não só pelo tamanho, mas pela qualidade. Tudo foi projetado para atender nossos animais silvestres e é algo muito importante para a defesa da nossa fauna”, destacou o magistrado.

A secretária estadual de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, também acompanhou a visita. “A estrutura possui o maior hospital veterinário das Américas e foi cuidadosamente pensada para ampliar e melhorar o atendimento aos animais silvestres da fauna mato-grossense”, pontuou.

A visita técnica também foi acompanhada pelo subprocurador-geral de Defesa do Meio Ambiente do Estado, Davi Maia Castelo Branco Ferreira, e pelo diretor do Cetras, Eder Toledo.

A história de Amanaci, onça-pintada resgatada durante os grandes incêndios que atingiram o Pantanal em 2020, ajuda a dimensionar a importância de uma estrutura preparada para receber animais silvestres em situações de emergência. Mesmo resgatada, a onça não saiu ilesa da tragédia ambiental. Sofreu queimaduras nas quatro patas, comprometimento da inervação e da exposição das garras, além de exposição óssea das falanges.

Naquele momento, Mato Grosso não contava com uma estrutura que pudesse atender essa necessidade. Amanaci, que significa “Deusa da Chuva” na língua tupi-guarani, foi encaminhada ao Instituto Nex, em Corumbá de Goiás. Por lá, recebeu tratamento com células-tronco e, hoje, faz parte de um programa de reprodução no próprio Nex, já que não possui mais condições de retornar à natureza. A onça foi pareada com outro animal também do Pantanal e deu origem a uma nova vida: Erê, nascido em fevereiro de 2025. O filhote tem passado por reabilitações voltadas à soltura.

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