A Polícia Civil deflagrou, hoje, a Operação Basalto, para cumprimento de 12 mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão, com o objetivo de desarticular facção criminosa investigada por envolvimento com tráfico de drogas, associação para o tráfico, extorsão de comerciantes e lavagem de dinheiro. Os mandados são cumpridos em Pedra Preta, Rondonópolis, Itiquira e Cuiabá, incluindo diligências em unidades prisionais do Estado.
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão para oito investigados, como comparecimento periódico em juízo, proibição de contato com outros envolvidos, restrição de acesso a locais relacionados às atividades investigadas e proibição de ausentar-se da comarca sem autorização judicial. Também foi determinado o bloqueio de ativos financeiros vinculados a três investigados e a uma pessoa jurídica, além da suspensão das atividades econômicas e financeiras de uma empresa suspeita de ter sido utilizada para movimentar e ocultar recursos provenientes das atividades criminosas.
As investigações iniciaram a partir de uma prisão em flagrante por tráfico de drogas, realizada em fevereiro do ano passado, em Pedra Preta. Com o avanço das investigações, foi possível levantar diversas informações, incluindo mensagens, áudios, imagens, comprovantes de transferências bancárias e planilhas de controle relacionadas à facção. A análise do material permitiu identificar indícios de uma estrutura criminosa, com divisão de funções entre lideranças, gerentes locais, operadores financeiros, distribuidores de drogas e integrantes responsáveis pelo monitoramento das forças de segurança.
As informações levantadas também apontaram que parte das atividades do grupo criminoso era coordenada de dentro de unidades prisionais, por meio do uso clandestino de aparelhos celulares. Segundo a polícia, os investigados utilizavam grupos de comunicação para administrar atividades ilícitas, controlar as finanças, prestar contas e transmitir orientações de segurança, com o objetivo de dificultar a atuação dos órgãos de segurança pública.
Entre os crimes investigados está um esquema de extorsão de comerciantes praticado pelos integrantes da facção, sendo identificados documentos que relacionavam mais de 50 estabelecimentos comerciais de Pedra Preta, com registros de cobranças periódicas de valores destinados à facção. Segundo as apurações, comerciantes eram constrangidos a realizar pagamentos mediante o temor de represálias atribuídas aos integrantes do grupo criminoso. Entre os elementos de prova colhidos estão diálogos, planilhas, listas de estabelecimentos, valores individualizados e comprovantes de transferências bancárias.
As diligências também identificaram a utilização de contas bancárias de terceiros e de uma empresa para o recebimento e circulação de valores supostamente provenientes do tráfico de drogas e das extorsões. As investigações prosseguem.
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