O Cuiabá está há quase dois anos sem um patrocinador máster na parte frontal da camisa. O último contrato para o principal espaço comercial do uniforme terminou no início do ano passado e, desde então, o clube não fechou acordo com uma nova empresa para ocupar a área. Em entrevista ao Globo Esporte, o presidente do Dourado, Cristiano Dresch, afirmou que a decisão de não negociar com casas de apostas é uma das razões para o espaço continuar disponível. O dirigente disse ser contrário ao segmento e classificou as bets como “criminosas”.
“Eu nunca concordei com esse segmento, eu acho esse segmento criminoso. As bets, elas exploram as pessoas, elas causam suicídio, elas destroem famílias. Nossos patrocinadores lá atrás já nos exigiram que a gente não fizesse contrato com bets, então acho que a gente tomou uma decisão acertadíssima”, afirmou.
Segundo Dresch, o clube busca atualmente aproximar-se do setor do agronegócio e trabalha em uma campanha relacionada ao etanol. “O Cuiabá, a gente está desenvolvendo uma campanha de divulgação de um dos maiores produtos que a gente faz aqui no Mato Grosso, que é o etanol. A gente está buscando uma aproximação com o segmento do agro”, explicou.
O presidente também afirmou que os atuais patrocinadores do Cuiabá representam valores importantes para o orçamento do clube. “Os patrocínios atuais do Cuiabá não são valores baixos, são valores importantes dentro do nosso orçamento”, disse.
Dresch destacou ainda que o clube consegue manter as atividades com as receitas provenientes de televisão, patrocínios e venda de jogadores. Segundo ele, a previsão é encerrar o ano com R$ 30 milhões em caixa provenientes de atletas negociados.
Apesar da capacidade de manter o orçamento, o presidente apontou que o clube ainda enfrenta compromissos financeiros herdados do período em que disputava a Série A do Campeonato Brasileiro. “O nosso problema são ainda algumas heranças que a gente está pagando desde a Série A. Esse caso do Peti é uma herança da Série A. Nós temos alguns jogadores ainda que a gente tem alguns parcelamentos lá da Série A ainda que a gente está pagando”, completou.
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