A Polícia Civil deflagrou, hoje, a segunda fase da Operação Efatá, para cumprimento de sete mandados de busca e apreensão, nove bloqueios de contas bancárias, cinco delas de pessoas jurídicas, dois sequestros de veículos e três sequestros de imóveis, sendo um apartamento e dois terrenos, além do bloqueio de mais de R$ 41,2 mil em ativos financeiros, em continuidade às investigações que apuram um esquema criminoso de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os mandados são cumpridos em Cuiabá.
A primeira fase da operação Efatá foi deflagrada em dezembro do ano passado, após uma longa investigação que identificou movimentações financeiras de grande expressão envolvendo investigados, terceiros e pessoas jurídicas vinculadas ao núcleo sob investigação. Somente um dos investigados apresentou movimentação, entre créditos e débitos, de aproximadamente R$ 295 milhões. Na ocasião, foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão, que resultaram na prisão em flagrante de três investigados, além da apreensão de drogas, munições e expressiva quantidade de dinheiro em espécie.
Em dinheiro, foram apreendidos mais de R$ 650 mil, além de cinco veículos automotores, sendo dois deles alcançados por medida de sequestro e três apreendidos durante as diligências. A primeira fase contou com medidas de bloqueio de contas bancárias, sequestro de imóveis e outras cautelares destinadas a atingir a estrutura financeira do grupo investigado.
A segunda fase da operação foi desencadeada a partir dos elementos apurados após a análise dos materiais apreendidos na primeira fase. O aprofundamento, segundo a polícia, das diligências permitiu reunir novos elementos de prova e identificar a liderança do grupo criminoso, subsidiando a representação pelas novas medidas cautelares.
A segunda fase da operação tem como objetivo aprofundar a investigação sobre a estrutura de comando do grupo e atingir seu patrimônio e mecanismos financeiros. As medidas buscam preservar elementos de prova, identificar a estrutura patrimonial e financeira investigada e impedir a movimentação ou dissipação de bens e valores relacionados aos fatos apurados.
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