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Campanha de coleta de DNA de familiares de desaparecidos começa amanhã em Mato Grosso

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Redação Só Notícias (foto: Só Notícias/Lucas Torres/arquivo)

A 4ª mobilização nacional de coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas será executada em Mato Grosso, pela delegacia especializada de homicídios e proteção à pessoa (DHPP) e pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Os trabalhos serão realizadas de amanhã até sexta-feira (24 a 28).

De acordo com a assessoria, a coleta é mais um recurso para a identificação e localização de pessoas desaparecidas e pode ajudar a trazer respostas para as famílias. Os familiares que ainda não doaram material genético em momentos anteriores poderão fornecer uma amostra. Mais informações podem ser consultadas no site DNA Desaparecidos.

Os trabalhos serão intensificados em 17 pontos de coleta da Politec instalados no Estado, porém a ação de coleta de DNA ocorre durante todo o ano. Atualmente, o banco estadual de perfis genéticos conta com 433 perfis de restos mortais não identificados que estão aptos para confronto com DNA de possíveis familiares.

Para realizar a coleta de DNA, os familiares devem dirigir-se a um posto e apresentar um documento de identificação, bem como as informações do boletim de ocorrência do desaparecimento (número, estado de registro e delegacia). É recomendável, mas não obrigatório, levar uma cópia do boletim. Quem já fez a coleta não precisa repetir o procedimento.

Recomenda-se que a doação seja realizada por familiares de primeiro grau, de preferência na seguinte ordem: pai ou mãe biológicos; filhos biológicos e o outro genitor; e, por fim, irmãos biológicos – filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Caso não seja possível seguir a ordem sugerida, outros familiares poderão ser considerados. Crianças podem doar material genético, desde que acompanhadas do responsável legal.

Independentemente de onde ocorreu o desaparecimento, a doação pode ser feita em qualquer ponto de coleta. Nesses casos, basta comunicar a situação aos profissionais para que a informação seja registrada. Se a pessoa tiver desaparecido em outro país, também é possível realizar a busca por meio da verificação em bancos de DNA internacionais.

Não há prazo limite para a coleta. Os familiares podem doar amostras a qualquer momento, independentemente do tempo que o parente esteja desaparecido. Contudo, é necessário ter um Boletim de Ocorrência registrado. Se não o tiver, a família pode procurar a delegacia mais próxima para registrá-lo.

Se a pessoa desaparecida vier a ser identificada, será elaborado um laudo oficial de identificação, que será encaminhado à delegacia responsável pelo caso. A partir disso, a equipe policial entrará em contato diretamente com a família para informar e orientar sobre os próximos passos.

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