O atraso no início do funcionamento do hospital municipal de Sinop voltou a ser criticado por vereadores, na última sessão da câmara. Os atendimentos haviam sido previstos, pela prefeitura, no início do ano passado. Mas nem todos os equipamentos estão instalados. Não foi feita nova previsão para iniciar as consultas, cirurgias e demais procedimentos.
O vereador Elbio Wolkeis, ex-presidente da câmara, criticou a demora na abertura. “Vai fazer a aniversário e, na hora de começar abrir aquele hospital, vai ter que ter outra reforma. R$ 10 mil o metro quadrado custou lá (obra) e eu e o colega Mario Sugizaki (ex-vereador)” “fizemos essas denúncias ao Ministério Público e Tribunal de Contas”, “o absurdo e tá lá jogado. Já veio ex-governador, atual governador, já teve muitas campanhas políticas lá dentro e daqui uns dias vai ter outra, pode esperar”, “candidatos que vão trazer recursos para abrir o hospital”. “Vai ser antes das eleições vão buscar mais votos”. “Só que a população não é mais boba”, criticou, em discurso na tribuna.
O vereador Hedvaldo Costa disse que “temos que levar bolo de aniversário pro hospital”. “Fiquei achando que na eleição quem sabe vão colocar móveis. 3 anos (faz)”. “Meus Deus do céu, faz o povo de besta. Ô incompetência personificada, a incompetência virou gente e passou a administrar Sinop”. “Ou é a maldade, ou o descaso”, afirmou.
O hospital foi construído, com recursos próprios da prefeitura (R$ 46 milhões), entre os bairros Menino Jesus e Villa Itália, tem 4,2 mil metros quadrados de área construída com ambulatório de especialidades, salas de coleta, consultórios médicos, leitos de observação e internação para adultos e crianças, além de setores de diagnóstico por imagem, salas de tomografia, raio-x, endoscopia e ultrassonografia, além de centro cirúrgico destinado a procedimentos de pequena e média complexidade.
Foram destinados R$ 22 milhões em convênios, com governo do Estado, e emendas parlamentares, para compra de equipamentos e três ambulâncias. para procedimentos de baixa e média complexidade. Em junho, o secretário de Saúde, Erico Stevan, informou ao Só Notícias que a prefeitura estava dependendo da entrega das últimas máquinas, móveis e equipamentos essenciais para o funcionamento. Segundo o secretário, embora muitos materiais como leitos e camas já tenham sido entregues, outros equipamentos levam até seis meses para serem fabricados e ocorrem atrasos na produção de alguns, por isso não estimou um prazo para início do funcionamento. a lista de equipamentos e mobiliários está dividida em 15 categorias que incluem internação adulta, pediátrica e psiquiátrica, ambulatório de especialidade, observação (PA), serviço de apoio ao diagnóstico e terapia, centro cirúrgico, farmácia, central de material esterilizado, necrotério, e serviço de nutrição e dietética.
Dentre os itens, foram licitados duas ambulâncias, 70 camas hospitalares, 26 carros macas, 23 cadeiras de rodas e 18 carros de emergência com desfibrilador externo.


