O Ministério Público informou, há pouco, que o réu Breno Júnior de Oliveira Castro foi condenado, ontem, a 37 anos de reclusão, em júri popular Cuiabá, por tentativa de feminicídio qualificado, estupro, violência psicológica e vias de fato, praticados contra sua companheira, em contexto de violência doméstica. A pena é em regime fechado.
Os jurados reconheceram que houve meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O condenado não terá o direito de recorrer em liberdade, e a sentença determinou a execução imediata da pena. O promotor de Justiça Rodrigo Ribeiro Domingues apontou que, entre 2023 e 2025, a mulher foi submetida a um relacionamento abusivo marcado pelo controle de amizades, vestuário, estudos, trabalho e deslocamentos, além do monitoramento constante do celular e das redes sociais. O réu também praticava humilhações, ameaças e agressões físicas recorrentes, incluindo um episódio em que quebrou um aparelho celular contra o rosto da companheira.
Em julho, Breno Castro levou a vítima para uma área de mata, onde a agrediu violentamente com um cano de ferro e efetuou um disparo de arma de fogo e depois a levou de volta para casa. No dia seguinte, segundo a denúncia, forçou a companheira a manter relação sexual. Posteriormente, abandonou a vítima ferida e desacordada em uma “boca de fumo”. A assessoria do MP informou que ela sobreviveu graças ao atendimento prestado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).


