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PIX movimenta R$ 233,4 bilhões em Mato Grosso e alta foi de 15%

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Redação Só Notícias (foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O PIX movimentou R$ 233,46 bilhões em Mato Grosso entre janeiro e julho deste ano, segundo levantamento do Banco Central, com base nos dados de transações realizadas no Estado. O volume representa uma média mensal de R$ 33,35 bilhões e evidencia a consolidação do sistema de pagamentos instantâneos como uma importante ferramenta para a movimentação financeira de empresas, consumidores e demais agentes econômicos.

Somente em julho foram movimentados R$ 36,92 bilhões, alta de 15,98% na comparação com julho de 2025, quando o volume havia sido de R$ 31,83 bilhões. Em valores absolutos, foram R$ 5,08 bilhões a mais circulando por meio do Pix em apenas um mês.

Os dados analisados pela Fecomércio mostram uma trajetória de crescimento ao longo do primeiro semestre, com uma retração pontual em fevereiro, comportamento associado à sazonalidade do início do ano. O movimento ganhou força em abril, quando o Estado atingiu o recorde do período, com R$ 37,81 bilhões transacionados. O resultado representou crescimento de 19,02% em relação a março.

Na avaliação do economista Márcio Rocha, a evolução mensal revela uma combinação entre sazonalidade e o próprio comportamento da economia mato-grossense. “Os números mostram uma economia com forte capacidade de movimentação financeira”, disse. O comportamento observado entre março e abril, destaca Márcio, chama atenção porque coincide com um período de maior intensidade nas operações relacionadas ao agronegócio, especialmente comercialização, escoamento e liquidação financeira da produção. “Ao mesmo tempo, o resultado de julho, quase R$ 37 bilhões, demonstra que a movimentação permanece em um patamar elevado mesmo depois do pico registrado em abril”, explica o economista.

A dinâmica do Pix em Mato Grosso também acompanha características específicas da economia estadual. O período entre março e abril costuma concentrar maior movimentação relacionada ao ciclo do agronegócio, com operações de comercialização da safra, aquisição de insumos, transporte e demais atividades que integram a cadeia produtiva.

Em abril deste ano, o volume de R$ 37,81 bilhões representou o maior valor mensal registrado no período analisado. O comportamento reforça a influência dos ciclos econômicos sobre os meios de pagamento. “É importante observar que o Pix não deve ser analisado isoladamente como indicador de crescimento do PIB, porque movimentação financeira não é sinônimo de geração de riqueza. Entretanto, a evolução das transações é um termômetro interessante da intensidade dos fluxos financeiros e da crescente digitalização da economia”, analisa Márcio Rocha.

Além do ciclo do agronegócio, segundo a Fecomércio, o histórico também aponta para um segundo momento de forte movimentação no final do ano. Em dezembro de 2025, por exemplo, o Pix movimentou R$ 37,16 bilhões, alta de 26,65% em relação a novembro. O resultado está associado à sazonalidade típica do período, marcada pelo pagamento do 13º salário, maior consumo das famílias e aumento das vendas de fim de ano.

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