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Operação da Polícia Federal e Receita em Mato Grosso identifica empresas e cooperativas em esquema de R$ 20 milhões

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Só Notícias (foto: assessoria)

O Ministério Público Federal (MPF) informou hoje, que foram cumpridos 10 mandados judiciais na operação Solo Sagrado, feita ontem, pela Polícia Federal e a Receita Federal em Pontes e Lacerda (300 km Oeste de Cuiabá) e em Rondônia, com sequestro de bens e valores, quebra de sigilos bancário e fiscal com objetivo interromper o fluxo financeiro da organização criminosa, apreender elementos de prova, identificar novos integrantes e recuperar ativos provenientes da exploração ilegal de ouro na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, e pela inserção do minério no mercado formal.

O MPF informa que o “grupo usava estruturas empresariais, cooperativas e mecanismos financeiros para dar aparência de legalidade aos recursos da atividade ilícita. A partir da atuação integrada, foi possível o cruzamento de informações policiais, bancárias, fiscais, patrimoniais e telemáticas. As informações revelaram uma estrutura criminosa que atuava desde o financiamento e o suporte logístico à atividade garimpeira até a circulação e a comercialização do ouro” e o MPF participa da investigação através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso (GAECO).

As investigações apontam que, somente um dos núcleos financeiros do grupo, movimentou aproximadamente R$ 20,5 milhões entre 2022 e 2025 e também foram identificados mais de R$ 3,5 milhões em recebimentos de instituições de pagamento e empresas de serviços digitais.

A assessoria do MPF informa que o ouro era comprado diretamente de produtores ou intermediários vinculados à atividade garimpeira e, posteriormente, passava por diferentes agentes da cadeia econômica até alcançar estruturas formalmente constituídas no mercado mineral. Há indícios da utilização de cooperativas para dar aparência de origem lícita ao minério, permitindo que o ouro extraído ilegalmente fosse comercializado de forma regular.

A investigação aponta, ainda, que a estrutura criminosa dependia de uma complexa logística para a manutenção das frentes de exploração, envolvendo escavadeiras hidráulicas, caminhões-prancha, combustível, peças, oficinas e transporte de equipamentos.

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