A empreiteira contratada para as obras confirmou, na sexta-feira à tarde, ao Só Notícias, que está em processo de paralisação e começou a desmobilizar os equipamentos do trecho em obras de pavimentação e duplicação da avenida André Maggi até que receba pelo serviço já realizado no trecho. O prazo de finalização seria no próximo dia 30 de setembro.
As obras na avenida André Maggi iniciaram em maio, com investimento total de R$ 19,5 milhões (do governo Federal). O projeto interliga o residencial Kaiabi à BR-163, no entroncamento com a MT-423 (trevo de Cláudia), criando novo eixo de acesso à cidade de quem vem de cidades do Nortão e com acesso mais rápido ao aeroporto, faculdades, não passando pelo centro da cidade. O projeto inclui drenagem de águas pluviais, sinalização e passeios públicos acessíveis, com o objetivo de melhorar o fluxo de veículos e reduzir riscos de acidentes.
O vereador Toninho Bernardes (PL) cobrou da prefeitura informações a respeito do pagamento atrasado de R$ 9 milhões para a empresa. De acordo com o parlamentar, não foi paga “nem a primeira medição que era de mais de R$ 500 mil, o empresário já tem R$ 9 milhões para receber, investiu praticamente R$ 8 milhões do bolso, a obra está quase concluída e não recebeu nenhum pagamento, eu acredito que a prefeitura teria a obrigação de cobrar quem for de direito. É do governo Federal, tudo bem, mas a prefeitura que deu a ordem de serviço para começar o trabalho”, disse, ao Só Notícias.
Toninho comparou o imbróglio com a fiscalização feita no asfaltamento da rua Alberto Baranjak, mês passado, que identificou desníveis que poderiam comprometer a integração da nova pista com os acessos existentes, o escoamento das águas pluviais e a funcionalidade da via nas obras feita por outra empreiteira. “Nós estamos sofrendo com outras empresas que abrem o serviço aqui e ali e o trem não vai, só têm um CNPJ e uma máquina para trabalhar. Quando chegou uma empresa que realmente faz o serviço, eles simplesmente não pagam. É vergonhoso para uma cidade que arrecada R$ 5 milhões por dia”, criticou.
Só Notícias procurou a prefeitura e o ministério das Cidades, mas não obteve resposta até o momento.
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