A câmara aprovou, ontem à noite, por 13 votos, requerimento para a prefeitura enviar informações dos servidores da secretaria de Planejamento Urbano investigados na operação Mãos à Obra, feita no último dia 28, bem como a relação das vistorias feitas por eles nos últimos 5 anos. O GAECO (Grupo de Apoio e Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público cumpriu três mandados de buscas e apreensões, na prefeitura e casas de dois fiscais de obras em construção, e o MP informou que os investigados “solicitavam vantagens indevidas para agilizar a tramitação e a aprovação de obras, projetos e outros procedimentos administrativos vinculados à secretaria”.
O autor do requerimento é o vereador Marcos Vinicius (PSDB). Na tribuna, ele expôs que, “o requerimento nada mais é do que a busca de transparência” “pedindo os relatórios dos últimos 5 anos dos investigados na operação Mãos a Obra. O que dizia essa investigação, segundo consta nas denúncias, pedido de propina ou seja, corrupção instalado dentro de uma secretaria de Sinop. Então, o requerimento é pra gente verificar, dentro de 5 anos, onde que foi fiscalizado, a maneira que foi fiscalizado”, declarou.
No dia da operação, o MP informou que a “justiça autorizou, durante o cumprimento das ordens judiciais, a apreensão de aparelhos celulares, documentos, projetos relacionados à área de engenharia e outros materiais que serão analisados pelas equipes”. Um fiscal foi preso em flagrante por posse irregular de pistola calibre 6.35, de uso permitido, durante cumprimento de mandados em sua casa. Ele pagou fiança e foi solto.
Os fiscais investigados não foram afastados de suas funções na prefeitura. No dia da operação, a assessoria da prefeitura informou que a “operação não investiga o setor ou as atividades da secretaria, mas, sim as atividades de dois servidores”. A assessoria ainda expôs que, “durante a diligência, nada foi apreendido ou levado das dependências (secretaria)” e que o secretário “recebeu os agentes, mostrou as instalações e mostrou como é a rotina de trabalho no setor” e que a prefeitura “coloca-se à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações.
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