O deputado federal e candidato a vice-governador de Mato Grosso na chapa de Otaviano Pivetta, Fabio Garcia, negou envolvimento na Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal hoje após autorização do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em vídeo publicado em suas redes sociais, ele afirmou que não foi alvo de busca e apreensão, como havia sido divulgado, e que não há qualquer ato seu no processo.
“Primeiro, quero deixar claro que é mentira que fui alvo de busca e apreensão. Não fui. A Operação da Oi jamais passou pela Casa Civil. Não é atribuição dessa pasta. Não há um ato sequer meu neste processo. A Casa Civil não teve conhecimento desta operação”, afirmou Garcia, que também chefiou a Casa Civil na gestão Mauro Mendes.
A operação investiga um suposto acordo entre o Governo do Estado de Mato Grosso e a empresa Oi, envolvendo a restituição de valores decorrentes de disputa tributária. Segundo a Polícia Federal, há indícios de que a operação financeira tenha sido utilizada para viabilizar o desvio de recursos públicos superiores a R$ 308 milhões, mediante utilização de fundos de investimento em cascata e pessoas jurídicas interpostas.
Garcia afirmou que a decisão do ministro Flávio Dino não apontou um único ato seu no caso. “Forçaram a barra para me envolver. Tanto é que a decisão do ministro Flávio Dino não apontou um único ato meu neste caso da Oi. E eu tenho provas”, disse, rebatendo ainda a informação de que seria cotista de fundos que receberam dinheiro da Oi. “A decisão fala de fundos ligados à minha pessoa. Não é verdade. Olha a declaração dos fundos que receberam dinheiro da Oi, que comprovam que eu não sou e nunca fui acionista ou cotista de nenhum deles. Pouco a pouco, nós vamos desmontando cada mentira e mostrando a verdade. Não tenho dúvidas. O bem vai vencer o mal. A velha política não vai voltar para destruir Mato Grosso mais uma vez”, afirmou.
O ex-governador Mauro Mendes também negou envolvimento em qualquer irregularidade, alegando que foi vítima da influência de seu concorrente ao Senado, o ex-governador Pedro Taques. “Os hoje candidatos ao Senado Janaina Riva e Pedro Taques fizeram denúncias há mais de um ano sobre isso, criando narrativas falsas. Pedro Taques já foi membro do Ministério Público Federal e usou da sua experiência e relacionamentos para conseguir, com muitas mentiras e malandragem processual, induzir as autoridades a abrir uma investigação. O relatório feito pela Polícia Federal, que embasou a investigação, é um verdadeiro ‘copia e cola’ da denúncia de Pedro Taques”, disse.
O ministro Flávio Dino autorizou o bloqueio de até R$ 308 milhões de 36 empresas investigadas, além de quebras de sigilos bancário e fiscal de 84 investigados, apreensão de passaportes e proibição de deixar o país. Entre os alvos estão Mauro Mendes, sua esposa Virgínia Mendes, dois filhos, o desembargador Ricardo Almeida, o deputado Fabio Garcia, Fernando Rogério Garcia e o secretário da Casa Civil Mauro Carvalho Júnior.
Conforme Só Notícias já informou, a operação foi deflagrada em Cuiabá, em cidades de São Paulo, Rondônia e Ceará, com um dos mandados cumpridos na Procuradoria Geral do Estado de Mato Grosso. A PF informou que os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada.
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