Mato Grosso registrou 2.355 roubos ou furtos de celulares, ano passado, 20,2% a menos que as 2.817 subtrações de aparelhos registradas em 2024, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado há poucos dias. Foi a segunda redução mais expressiva no país, atrás do Rio Grande do Norte (queda de 22%) e à frente de Goiás (19,6%), Amazonas (19,2%) e Espírito Santo (18,2%).
Das 20 cidades do ranking com maiores taxas de aparelhos subtraídos, nenhuma é no Mato Grosso ou no Centro-Oeste. Oito estão no Nordeste (São Luís, Salvador, Lauro de Freitas, Olinda, Teresina, Recife, Natal e Fortaleza), seis no Norte (Belém, Porto Velho, Manaus, Ananindeua, Marituba e Macapá) e seis no Sudeste (São Paulo, Cariacica, Vitória, Belo Horizonte, Itapecerica da Serra e Rio de Janeiro).
De acordo com o documento, a análise dos boletins de ocorrência destes crimes evidencia que eles operam em lógicas diferentes. Em todo Brasil, os furtos têm maior incidência aos sábados e domingos, que concentram 34,5% das subtrações, enquanto os roubos ocorrem mais nos dias úteis (73,1%), com picos às sextas-feiras.
Em todo o país, a redução de roubo de celulares foi de 18,6%. O anuário formula algumas hipotéses para a melhoria dos indicadores como o contato direto do autor com a vítima, o que aumenta a chance do suspeito ser identificado; a redução do retorno econômico, com possível queda no valor de revenda; e o investimento de grandes empresas, como Apple e Samsung, em mecanismos que dificultem a vida dos ladrões, como exigência de autenticação biométrica, bloqueio automático quando o sistema detecta um movimento compatível com um “arrancão”, bloqueio automático caso o aparelho fique offline por um período prolongado, bloqueio remoto, entre outros.
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