O prefeito de Lucas do Rio Verde e presidente do Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires, Miguel Vaz, afirmou ao Só Notícias que a transição da gestão do Hospital Regional de Sinop da secretaria de Estado de Saúde para o consórcio seguirá normalmente após o Tribunal de Contas do Estado (TCE) reconsiderar a decisão que havia suspendido o processo. Segundo Miguel, após o recurso apresentado, a equipe técnica do TCE vistoriou o hospital, semana passada, para acompanhar o andamento da transição.
“Depois que o Estado entrou com recurso e o Tribunal de Contas reconsiderou, nós recebemos uma visita técnica da comissão técnica do Tribunal de Contas (na semana passada), e ela foi muito bem-sucedida. A equipe conheceu todos os detalhes do hospital e a forma como está acontecendo a transição, porque tem um momento desse período de transição, então agora continuará a transição e os contratos vigentes vão ao longo do tempo serem concluídos, e aí feitos novos processos já pelo consórcio, já no CNPJ do consórcio. Então, agora, o que daremos é continuidade ao período de transição da gestão da secretaria para o consórcio, que deve demorar de 3 a 4 meses”, afirmou.
O presidente do consórcio explicou ainda que toda a estrutura administrativa da unidade será responsabilidade do Consórcio Vale do Teles Pires, incluindo a nomeação do diretor-geral e a contratação das equipes. “O diretor é nomeado, contratado pelo consórcio, então o diretor geral é pelo consórcio, toda a equipe de gestão é do consórcio, e as equipes médicas, por exemplo, o consórcio também vai contratar, pode ser PJ, pessoa jurídica, pode ser empresa especializada na área, por exemplo, a equipe médica, a equipe cirúrgica, o consórcio é que vai contratar, então todas as contratações serão feitas pelo consórcio e a gestão também será feita pelo consórcio”, explicou.
Miguel Vaz destacou que a administração compartilhada pelos prefeitos permitirá gestão mais próxima das necessidades da região e que, embora o consórcio tenha 16 municípios, o Hospital Regional de Sinop atende uma área muito maior. “O hospital não atende somente o consórcio, que é formado por 16 municípios, ele atende uma macro região, então são 36 municípios que são atendidos pelo hospital regional, aqui em Sinop. Então, o que nós faremos? Nada melhor do que o consórcio que é acompanhado de perto pelos 16 prefeitos para saber o que é melhor para a região, para entender melhor a região e direcionar a gestão do hospital para fazer aquilo que são as maiores demandas que tem na região. Então, é dessa forma que a gente vê que tem tudo para dar certo, para ser melhor, uma gestão mais eficiente, uma gestão que vai atender as necessidades de cada um desses 36 municípios, que sejam muito bem atendidos aqui pelo hospital regional”, disse.
O prefeito também ressaltou que o sistema de regulação estadual continuará definindo o encaminhamento dos pacientes, de acordo com a complexidade de cada caso. “É claro que o hospital regional tem algumas especialidades, nem todas serão atendidas por aqui. Todas elas vão passar pelo sistema de regulação do Estado, da secretaria do Estado de Saúde, e aí as que couberem no hospital, tudo bem, se não vão para outras regiões, dependendo da complexidade de cada situação, mas a ideia é que o consórcio formado por prefeitos tenha a noção muito clara daquilo que é mais importante ampliar de serviços no hospital”, pontuou.
Por fim, Miguel Vaz afirmou que as decisões sobre a ampliação dos serviços serão tomadas com base nas principais demandas apresentadas pelos municípios que integram a região de atendimento. “Por exemplo, vamos ampliar um serviço no hospital. Qual é a mais demandada? Especialidade A ou especialidade B? Então, entendimento dos prefeitos, e junto com os prefeitos estão todos os secretários de saúde, e os secretários sabem como ninguém, cada um com as suas demandas, e isso tudo compilado, dá para fazer uma boa gestão, sem fazer com que isso fique entregue mais para o município”, concluiu.
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