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Mato Grosso é o 4° com maior taxa de estelionato eletrônico, aponta levantamento

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A Gazeta (foto: assessoria)

Mato Grosso tem a quarta maior taxa de crimes de estelionato eletrônico do Brasil, com 593,8 casos a cada 100 mil habitantes. O número representa mais que o dobro da média nacional, que é de 246,2 casos a cada 100 mil habitantes. Tratadas pelas organizações criminosas como uma linha de negócio de baixo risco e alta rentabilidade, em comparação ao tráfico de drogas, as fraudes digitais fizeram 23.120 vítimas no Estado em 2025, uma a cada 23 minutos. O total de ocorrências representa um crescimento de 8,4% em relação a 2024, quando foram registrados 21.016 casos, com taxa de 547,8 a cada 100 mil habitantes.

A taxa de Mato Grosso fica atrás apenas de Santa Catarina (917,3), Distrito Federal (856,2) e Rondônia (798,3). Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. No estudo, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública destaca que diferentes investigações vêm confirmando o envolvimento direto de facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), na exploração desse mercado, mantendo “escritórios do crime” dedicados às fraudes eletrônicas. O levantamento também traz os dados dos estelionatos comuns, que registraram crescimento de 14,4% no período de um ano em Mato Grosso. Em 2024, foram registradas 30.940 ocorrências, com taxa de 806,5 casos a cada 100 mil habitantes. Em 2025, os registros saltaram para 35.926, representando uma taxa de 922,7 casos a cada 100 mil habitantes.

Em 2025, foram registradas 2.261.055 ocorrências de estelionato no Brasil, categoria que engloba tanto os estelionatos tradicionais quanto aqueles praticados em ambiente digital, popularmente conhecidos como “golpes”. Em comparação com 2018, primeiro ano da série histórica do anuário, o número de registros cresceu 429,8%. Em termos relativos, o Brasil possui uma taxa de 1.059,43 crimes de estelionato para cada 100 mil habitantes.

“Esse conjunto de evidências deixa claro que o Brasil não está diante de um problema de estelionatários dispersos, mas de uma economia criminal integrada, com estrutura empresarial, financiamento faccional e capacidade de captura do sistema financeiro. Enfrentar a ponta operacional dessa cadeia — o operador do call center, o motoboy que recolhe o cartão — sem atacar simultaneamente sua estrutura organizacional e seus canais de lavagem é, no melhor dos cenários, altamente ineficaz”, destaca trecho do estudo.

No ranking dos golpes e fraudes mais comuns sofridos pelos brasileiros estão clonagem ou troca de cartão (45%); golpe do WhatsApp (34%); falsa central bancária (31%); golpe do Pix (24%); uso indevido de CPF via SMS (13%); leilão ou loja falsa (10%). Os golpes mais comuns no Brasil utilizam técnicas de engenharia social, um conjunto de métodos de manipulação empregados para convencer a vítima a revelar dados, instalar aplicativos, entregar cartões, fornecer códigos de autenticação ou realizar transferências.

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