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Polícia faz operação Mimetismo em Mato Grosso; pecuarista levou golpe de R$ 800 mil

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Só Notícias (foto: Só Notícias/arquivo)

A Polícia Civil deflagrou, esta manhã, a Operação Mimetismo, para cumprir 9 ordens de busca e apreensão em Cuiabá contra integrantes de um grupo investigado por aplicar, por meio eletrônico, o golpe do “falso intermediário”. A ação está inserida no contexto da Operação CyberConect 6, coordenada pela Polícia Civil de São Paulo, que cumpriu 18 mandados judiciais. Os policiais civis buscaram apreender celulares, documentos, valores e outros materiais de interesse para a investigação, além de identificar novos integrantes da associação criminosa e aprofundar o mapeamento da estrutura do grupo.

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar todos os envolvidos, mensurar a extensão da atuação do grupo criminoso e verificar a existência de outras vítimas em diferentes estados da federação.

O trabalho é resultado de uma investigação da Polícia Civil paulista que apura a atuação de grupo criminoso especializado na prática do chamado “Golpe do Falso Intermediário”, modalidade de estelionato eletrônico responsável por causar prejuízos milionários às vítimas em diversas regiões do país.

As investigações iniciaram quando um pecuarista de São José do Rio Preto (SP) ter levado golpe de R$ 800 mil ao negociar a compra de um lote de gado de corte. A partir da análise técnica das movimentações financeiras e do rastreamento das contas bancárias utilizadas para receber os valores desviados, os investigadores da DEIC conseguiram identificar os principais suspeitos, todos residentes em Cuiabá.

A Polícia Civil informa que “os investigados tem ligação com uma facção criminosa atuante na região”. O denominado ‘Golpe do Falso Intermediário’ consiste na infiltração de um criminoso nas negociações de compra e venda de bens. Fazendo-se passar por intermediador legítimo, ele mantém contato simultâneo com comprador e vendedor, manipula as informações trocadas entre ambos e induz as vítimas a realizarem a transferência dos valores para contas bancárias pertencentes ao grupo criminoso. A fraude é estruturada de forma que o autor sequer precise manter contato presencial com as partes, utilizando apenas meios eletrônicos para conduzir toda a negociação.

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