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Defensoria cobra atendimento médico e colchões para presos em penitenciária de Mato Grosso

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Redação Só Notícias (foto: assessoria/arquivo)

A Defensoria Pública ingressou com uma ação civil pública para garantir assistência de saúde contínua e condições materiais dignas aos internos da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. Protocolada pelo defensor público Fábio Barbosa, a ACP solicita que a Justiça determine a regularização imediata de atendimentos médicos e odontológicos, a realização de exames já solicitados e o fornecimento de colchões adequados para o uso. “Temos sentido uma omissão por parte do sistema penitenciário no que tange à prestação da saúde. Encaminhamos diversos ofícios, realizamos diversas tratativas. Alguns casos são mais complexos, outros são de mais fácil resolução”, revelou o defensor.

A ação foi ajuizada na Vara Especializada da Fazenda Pública da comarca de Cuiabá, após a constatação de falhas recorrentes durante os atendimentos realizados pela Defensoria, informou a assessoria. Segundo o documento, os defensores identificaram que muitos custodiados estão sem colchões ou utilizam materiais deteriorados e impróprios. Na área da saúde, consultas ao sistema de regulação comprovaram a demora para que os presos com patologias recebam acompanhamento médico. Segundo a Defensoria, antes de recorrer ao Judiciário, foi buscada solucionar o problema de forma administrativa, enviando diversos ofícios requisitórios à Administração Penitenciária, mas não obteve respostas satisfatórias ou medidas concretas.

Para fundamentar o pedido, a Defensoria baseou-se na Constituição Federal de 1988 e na Lei de Execução Penal, que asseguram o direito à integridade física e moral dos presos. A ação destaca ainda as “Regras de Mandela”, diretrizes da Organização das Nações Unidas (ONU) que determinam que a prestação de serviços médicos aos reclusos é uma responsabilidade do Estado, sem discriminação.

Além do atendimento imediato, a Defensoria solicita a aplicação de uma multa diária de R$ 10 mil à autoridade responsável em caso de descumprimento, com a possibilidade de bloqueio de verbas públicas. A Defensoria pede também a inversão do ônus da prova, ou seja, que caiba ao Estado a obrigação de demonstrar, com dados estruturais, que está fornecendo adequadamente a assistência à saúde e o material na unidade.

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