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UFMT de Sinop tem três pesquisadores contemplados com bolsas de produtividade

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Redação Só Notícias (foto: assessoria)

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico divulgou hoje o resultado final do edital de Bolsas de Produtividade em Pesquisa (PQ), Produtividade em Pesquisa Sênior e Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (PQ-Sr). A Universidade Federal de Mato Grosso confirmou 24 pesquisadores e pesquisadoras aprovados, sendo que 18 atuam em unidades de Cuiabá, 3 no Campus Universitário do Araguaia e 3 no Campus Universitário de Sinop.

Quinze pesquisadores ingressam agora pela primeira vez no programa: Cristovao Domingos de Almeida (Comunicação), Anderson de Oliveira Souza (Bioquímica), Gisele Facholi Bomfim (Farmacologia), Marcel Thiago Damasceno Ribeiro (Educação), Thadeu Sobral de Souza (Ecologia e Limnologia), Luciana Sanches (Geociência), Bruno Pinheiro Rodrigues e Thais Leao Vieira (História), Marcos Jose Jacinto e Lucas Campos Curcino Vieira (Química), além de ter sido aprovado de uma só vez na área de Física — Harold Socrates Blas Achic, Teldo Anderson da Silva Pereira, Ariosvaldo Junior Sousa Silva, Erika Nascimento Lima e Sabrina Silva Carara.

Os outros nove renovam bolsas que já possuíam: Fernanda Regina Casagrande Giachini Vitorino (Farmacologia), Adilson Pacheco de Souza (Ciências Ambientais), Cristiano Maciel (Ciência da Computação), Leandro Schlemmer Brasil (Ecologia e Limnologia), Anderson Corassa e Eduardo Henrique Bevitori Kling de Moraes (Zootecnia). Três avançam de nível — reconhecimento que o CNPq reserva a quem consolida uma trajetória contínua de produção científica. Domingos Tabajara de Oliveira Martins (Farmacologia) sobe para o PQ-A, o nível mais alto da modalidade, com a maior nota entre os aprovados da UFMT (9,76); Marcos Antonio Soares (Agronomia) e Gustavo Tadeu Volpato (Morfologia) avançam para o PQ-B.

Em Cuiabá, o Instituto de Física responde por 5 bolsas — os cinco novos bolsistas da área. Completam o grupo de Cuiabá pesquisadores da Faculdade de Comunicação e Artes, do Instituto de Biociências, do Instituto de Química (quatro aprovados), do Instituto de Computação, da Faculdade de Medicina, da Faculdade de Agronomia e Zootecnia, da Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia e do Instituto de Geografia, História e Documentação (dois aprovados).

No Araguaia, foram aprovados Fernanda Regina Casagrande Giachini Vitorino, Leandro Schlemmer Brasil e Gustavo Tadeu Volpato, todos do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS-CUA). Em Sinop, Gisele Facholi Bomfim (Instituto de Ciências da Saúde), Anderson Corassa e Eduardo Henrique Bevitori Kling de Moraes, ambos do Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais (ICAA).

O número de bolsistas PQ é também um dos indicadores mais observados na avaliação da maturidade científica de uma instituição: pesa na nota dos programas de pós-graduação junto à CAPES, entra em rankings nacionais e internacionais de universidades e serve de referência para agências de fomento e potenciais parceiros. Cada bolsista tende ainda a atrair mais orientandos de iniciação científica, mestrado e doutorado — um efeito que se propaga para além do próprio pesquisador.

Conforme a UFMT, nem todo pesquisador com produção de excelência reconhecida pelo CNPq conquista a bolsa PQ: o número de bolsas em cada chamada do CNPq é limitado pelo orçamento disponível, não pela quantidade de propostas com mérito técnico-científico suficiente. Na Chamada 23/2025, 46 pesquisadores e pesquisadoras da UFMT tiveram propostas recomendadas pelos Comitês Assessores, mas ficaram fora da bolsa por falta de recursos do CNPq.

O grupo está distribuído por toda a universidade: 33 pesquisadores atuam em unidades de Cuiabá, 6 no Campus Universitário de Sinop, 4 no Campus Universitário do Araguaia e 2 no Campus de Várzea Grande. As áreas também são diversas: Física, Matemática, Ciência da Computação, Bioquímica, Farmacologia, Fisiologia, Biotecnologia, Botânica, Enfermagem, Nutrição, Saúde Coletiva, Medicina Veterinária, Direito, Educação, Filosofia, História, Serviço Social, Ciências Ambientais e Zootecnia, entre outras.

Segundo a universidade, para esse grupo, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (FAPEMAT) vem construindo, desde o ano passado, uma política de complementação estadual. Em agosto do ano passado, o conselho da Fundação aprovou um termo de cooperação com o CNPq para conceder bolsas de produtividade a pesquisadores mato-grossenses recomendados por mérito, mas não contemplados por falta de recursos — uma bolsa de cada modalidade, PQ e DT, para cada uma das oito grandes áreas do conhecimento, conforme o ranking final de cada chamada. Por se apoiar no mesmo julgamento de mérito do CNPq, a bolsa PQMT/FAPEMAT carrega o mesmo reconhecimento e as mesmas obrigações de quem é bolsista PQ pago diretamente pelo CNPq — muda a fonte pagadora, não o título.

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