Uma ossada humana foi localizada, esta manhã, em uma área de plantação às margens da estrada Monalisa. Segundo a Polícia Civil, a ossada foi encontrada pelo caseiro de uma chácara vizinha ao local. Ele relatou que recolhia espigas de milho deixadas após a colheita mecanizada para alimentar as galinhas quando se deparou com os restos mortais.
O perito criminal André Furio informou que o corpo estava em avançado estado de decomposição, na fase de esqueletização, e que a colheita mecanizada feita recentemente acabou espalhando os restos mortais. “É um cadáver em fase de esqueletização. A máquina passou por cima, espalhou e separou as partes por uns cinco metros”, explicou.
Conforme o perito, ainda foram encontrados vestígios que poderão auxiliar na identificação da vítima. “Um pouco de pele, um pouco de cabelo, as vestes talvez ajudem a identificar quem é. Uma bermuda vermelha e uma camiseta preta (com uma faixa horizontal azul)”, detalhou.
Durante a perícia inicial, não foram constatadas lesões aparentes no crânio, porém exames complementares ainda serão realizados. “Não encontramos perfurações no crânio, mas o médico vai remover as partes com pele ainda e couro cabeludo para ver se tem alguma coisa”, afirmou.
A principal hipótese considerada pela perícia é de que o local tenha sido utilizado para desova do corpo. “Provavelmente uma desova, mas também não encontramos aquelas amarras de sempre, aqueles fios. Também não havia sinais do tornozelo, que sobrou um pouco de pele. Mas provavelmente uma desova porque é muito perto da estrada. É um lugar meio aberto. Provavelmente quando tinha plantação ainda. Por isso que ficou aí tanto tempo”, explicou.
O perito também orientou familiares de pessoas desaparecidas a procurarem o Instituto Médico Legal (IML) para auxiliar na identificação da vítima. “Pode se dirigir ao IML, tentar identificar a roupa, porque ali não tem muita coisa”, orientou.
A identidade da vítima e a causa da morte serão esclarecidas após os exames periciais e a investigação conduzida pela Polícia Civil.
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