A Polícia Civil prendeu, na última quarta-feira, uma mulher de 23 anos, suspeita de praticar tortura a uma bebê de apenas cinco meses, em Gaúcha do Norte (580 km de Cuiabá). Segundo a investigação, a suspeita trabalhava como babá e permanecia diariamente em sua residência. O caso foi descoberto um dia antes, quando a mãe da bebê foi ao local para amamentar a filha e percebeu diversas lesões no rosto da criança.
Diante da situação, a mãe levou imediatamente a bebê para atendimento médico, onde foi descartada a hipótese de queda acidental, em razão da existência de múltiplas lesões na região craniofacial. Durante as diligências, os policiais apuraram que, no momento em que as lesões foram causadas, a investigada estava sozinha com a criança, afastando a possibilidade de envolvimento de terceiros.
Em interrogatório, a suspeita alegou que os ferimentos poderiam ter sido provocados pelo cinto de segurança do carrinho de bebê, afirmando que a criança teria dormido sobre o equipamento. No entanto, a versão foi descartada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que concluiu que as lesões foram produzidas por ação contundente na região da cabeça da vítima, incompatíveis com marcas provocadas por cintos ou outros dispositivos de contenção.
Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a autoridade policial lavrou o auto de prisão em flagrante pelo crime de tortura. A suspeita foi colocada à disposição da Justiça.
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