A juíza plantonista Marilia Augusto de Oliveira Plaza concedeu liberdade provisória à motorista presa em flagrante após o acidente que resultou na morte do próprio filho, um bebê de 6 meses, neste final de semana em Nova Mutum. Conforme a decisão na qual Só Notícias teve acesso, apesar de homologar a prisão em flagrante, a magistrada entendeu que não havia, neste momento, requisitos para a decretação da prisão preventiva, impondo medidas cautelares para a investigada responder ao processo em liberdade.
Conforme a decisão, a mulher é investigada pelos crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor sob influência de álcool e por dirigir sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), gerando perigo de dano. Segundo os autos, ela conduzia um VW Gol quando, ao chegar ao cruzamento das avenidas das Garças e das Araras, não respeitou a preferência de passagem e atingiu uma Mercedes-Benz Sprinter. No veículo estava seu filho, de apenas 6 meses, que sofreu afundamento de crânio e morreu em decorrência dos ferimentos. O teste do bafômetro apontou 0,47 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, índice superior ao permitido por lei.
Na audiência de custódia, a magistrada verificou que o auto de prisão em flagrante foi lavrado dentro das formalidades legais, com a investigada assistida por advogada e sem relatar qualquer tipo de violência policial, homologando a prisão.
Ao analisar a necessidade da manutenção da prisão, a juíza destacou que a investigada é primária, possui residência fixa e vínculos familiares, além de não haver elementos concretos que indiquem risco de fuga ou de reiteração criminosa. Por outro lado, ressaltou que a gravidade dos fatos — envolvendo a morte de uma criança de 6 meses, condução de veículo sem habilitação e sob efeito de álcool — exige a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.
Entre as determinações impostas estão o comparecimento a todos os atos do processo quando intimada e a obrigação de manter endereço e telefone atualizados junto ao Judiciário. A juíza advertiu que o descumprimento das medidas poderá resultar na revogação da liberdade provisória e na decretação da prisão preventiva. Também foi expedido alvará de soltura em favor da investigada, caso ela não estivesse presa por outro motivo.
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