A Polícia Civil confirmou, há pouco, que, por meio da Gerência Estadual de Polinter e Capturas, cumpriu hoje o mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça em desfavor de um investigador aposentado, de 56 anos, investigado por agredir um idoso de 62 anos. Ele estava com a ordem judicial expedida pela 14ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, pelo crime de lesão corporal.
As agressões ocorreram no dia 11 de junho, no elevador de um condomínio, no bairro Cidade Alta, na Capital. A Justiça havia decretado a prisão, na semana passada, a pedido da 27ª Promotoria de Justiça. Segundo o Ministério Público, a agressão foi precedida por uma escalada de violência. Conforme o promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, ameaças registradas em boletim de ocorrência em agosto do ano passado teriam se concretizado cerca de 10 meses depois, quando o investigado teria agredido com socos e chutes o idoso, inclusive após a vítima cair ao chão. A esposa do idoso, que tentou intervir, também teria sido agredida e vítima de importunação sexual.
Na manifestação, o MP argumentou que o acusado deixou o local antes da chegada da Polícia Militar e não foi encontrado em duas tentativas de intimação judicial, circunstâncias que reforçam o risco de evasão e de descumprimento de determinações judiciais. Para o Ministério Público, a sequência dos fatos evidencia a periculosidade do investigado, que é policial civil aposentado, possui treinamento em operações táticas especiais e acesso facilitado a armamentos. O órgão também sustenta que, em razão de sua condição funcional e rede de contatos, ele teria potencial para interferir na produção de provas e no depoimento de vítimas e testemunhas.
O MP defendeu ainda que as medidas cautelares anteriormente impostas se mostraram insuficientes para neutralizar os riscos do caso, especialmente porque acusado e vítimas residem no mesmo condomínio, compartilhando áreas comuns como elevadores, hall de entrada e garagem, o que mantém a possibilidade de novos confrontos.
Após cumprimento do mandado de prisão, o suspeito foi encaminhado para audiência de custódia e colocado à disposição do Poder Judiciário.
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