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Mato Grosso teve mais de 2 mil mortes associadas às ondas de calor em 20 anos, aponta pesquisa

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Só Notícias/Wellinton Cunha (foto: Só Notícias/arquivo)

O estudo divulgado, ontem, estima que aproximadamente 2.122 pessoas tiveram mortes associadas às ondas de calor entre 2000 e 2019. Isso equivale a 1,7% da mortalidade total registrada no período em todo o Brasil, que foi de 119,6 mil. A pesquisa foi elaborada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e os dados abrangem 5.566 municípios brasileiros, sendo 141 de Mato Grosso.

De acordo com o levantamento, a maioria dos municípios brasileiros registrou aumento na frequência e na intensidade das ondas de calor no período estudado. Os eventos mais frequentes e duradouros ocorreram nas regiões Norte e Centro-Oeste, com destaque para Mato Grosso e Rondônia, enquanto os episódios com maior intensidade em relação às médias históricas foram observados no Sul e no Sudeste.

As análises indicam associação consistente entre a exposição ao calor extremo e o aumento da mortalidade, especialmente entre idosos, pessoas com doenças respiratórias, mulheres e indivíduos com menor escolaridade. Entre crianças com menos de 10 anos, as gastroenterites apareceram como a causa de internação mais fortemente associada aos episódios de calor extremo.

Na conclusão, os autores defendem o fortalecimento de sistemas de monitoramento e alerta antecipado para ondas de calor, além da incorporação de informações climáticas às ações de vigilância epidemiológica e ambiental do Sistema Único de Saúde (SUS).

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