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Guerrero recorda dinheiro gasto com Pato e diz que não está pedindo muito

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Depois de conceder entrevista a uma rádio espanhola e manifestar claramente o seu desejo de retornar ao futebol europeu, Paolo Guerrero apareceu para dizer que a intenção é permanecer no Corinthians. Em dura negociação para renovar o seu contrato, o peruano recordou o alto investimento feito em Alexandre Pato – sem citar nominalmente o ex-companheiro – e disse que o clube pode pagar o valor exigido.

“Vou ser claro: quero ficar aqui. O que estou pedindo está dentro das possibilidades financeiras do Corinthians. Não quero dar o nome, mas houve garotos que vieram ao time, infelizmente quase não jogaram e receberam um monte de dinheiro”, disse o centroavante à TV Bandeirantes. “Se eles não renovarem, é porque não me querem mesmo.”

Para firmar um novo compromisso – o atual expira no meio do ano –, Guerrero pede US$ 7 milhões (cerca de R$ 18,2 milhões) só de luvas, o prêmio pela assinatura. O valor é bem superior ao que o Corinthians pagou pelo próprio peruano em 2012. Para que o atleta fosse tirado do Hamburgo aos 28 anos, foram desembolsados 3,5 milhões de euros (cerca de R$ 8,7 milhões na cotação da época).

O centroavante chegou, logo ganhou o seu espaço e não demorou a colocar seu nome na agremiação do Parque São Jorge, marcando os gols do título mundial. Logo após a conquista, a diretoria comprou Pato por 15 milhões de euros (cerca de R$ 40 milhões), dando um salário de R$ 800 mil ao jovem jogador – além de um auxílio imobiliário, já que o número aparentemente não cobria as despesas do aluguel.

Pato ganhou 40% de seus direitos econômicos como luvas (na transação, o equivalente a R$ 16 milhões), não vingou e hoje defende o rival São Paulo, com metade de seus vencimentos pagos pelo Corinthians. E é com base no que ganha o atacante tricolor que o herói do Mundial de 2012 tenta estipular seu novo contrato. O jogador de 31 anos insiste que a exigência está “dentro da possibilidade”: “Não estou pedindo muito”.

O que já está acertado entre o clube e Guerrero são o salário – pouco mais de R$ 500 mil, o teto estipulado pela diretoria – e a duração do acordo, até o fim de 2017. Diluídos nos 36 meses de contrato, os R$ 18 milhões pedidos fariam os ganhos do centroavante ultrapassarem R$ 1 milhão por mês, deixando Pato para trás. Mas não é a grana, diz o atleta, que o motiva a ficar.

“Eu já fui claro. Falei sobre a minha intenção e sobre o carinho que tenho pelo Corinthians. Aqui no Brasil, eu só quero jogar pelo Corinthians. Quero ficar aqui, renovar o meu contrato. Eu tenho que manter minha família. Sem salário não posso ficar”, disse, negando a vontade que já manifestou anteriormente. “Não fiquem pensando que eu nunca quis jogar pelo Corinthians ou que quis ir embora.”

Guerrero já afirmou repetidas vezes que só acertou com o clube do Parque São Jorge para disputar o Mundial de 2012, com a intenção de sair logo em seguida. Teve que convencer os pais de que deixar a Alemanha rumo ao Brasil não representaria um retrocesso na carreira e agora vê a possibilidade de realizar o antigo desejo de retornar ao futebol europeu.

“Chegaram propostas da Europa, sim. Mas a minha intenção ainda é ficar no Corinthians. Estou esperando que eles resolvam, vamos ver qual será o novo presidente. Espero resolver o quanto antes. Estou tranquilo, treinando. Estou focado aqui e sei que tenho que me dedicar ao Corinthians. Eu quero ficar, mas vamos ver se o Corinthians quer ficar comigo”, disse o camisa 9.

A diretoria alvinegra chegou a oferecer US$ 5 milhões (cerca de R$ 13 milhões) de luvas, número que já tornariam os ganhos mensais de Guerrero superarem os de Pato. A oferta foi recusada e os empresários do peruano se indispuseram com o presidente Mário Gobbi na negociação pelo atacante Dudu, que acabou indo ao arquirrival Palmeiras. Os agentes esperam a eleição do dia 7 de fevereiro para retomar as conversas.

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