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‘Precisa ser compensado’

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O governador Otaviano Pivetta propôs, nesta 4°, no STF, ao ministro Flavio Dino e a governadora do Pará, Hana Ghassan, cooperação para que o Pará faça a compensação financeira ds serviços públicos prestados (saúde, segurança e outros) por Mato Grosso, através do governo e das prefeituras de Alta Floresta, Apiacás e Paranaíta, à população de aproximadamente 10 cidades paraense que vão as cidades do Nortão por ser mais próxima de grandes centros no Pará. “Esperamos que haja a compreensão objetiva. O Estado de Mato Grosso está pronto para continuar atendendo o povo dessa região, mas precisa ser compensado por isso. O Estado do Pará arrecada, e Mato Grosso gasta. Não está certo isso. Precisamos dessa cooperação para continuar cuidando dessas 12 mil pessoas e, inclusive, melhorando os serviços públicos dessa região”, defendeu Pivetta. Só na área da saúde, Mato Grosso custeou, apenas ano passado, 13,3 mil internações hospitalares, realizou 2,9 milhões de procedimentos ambulatoriais e financiou 1.517 partos. Também são prestados atendimentos na educação, segurança e demais áreas. Após o posicionamento de Pivetta, o ministro Flávio Dino defendeu que ocorra cooperação entre os dois Estados e reforçou que buscará acordo de conciliação mas que, caso não haja consenso, pode reabrir a discussão judicial sobre os limites territoriais. 

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