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Justiça recebe denúncia conta homem que matou esposa em Mato Grosso para ficar com bens e simulou sequestro

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Só Notícias (foto: assessoria/arquivo)

O Ministério Público informou que a justiça recebeu denúncia feita pela promotoria contra Jackson Pinto da Silva, acusado de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime, em Cuiabá, no último dia 4, na residência do casal, no bairro Parque Cuiabá, quando o denunciado teria matado a esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, mediante asfixia mecânica. Segundo apurado, a vítima foi surpreendida enquanto dormia, o que impossibilitou qualquer reação defensiva, caracterizando circunstâncias qualificadoras do homicídio.

O promotor Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, da 27ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, no âmbito de processo que tramita na 14ª Vara Criminal de Cuiabá menciona que as investigações apontam que houve violência doméstica e familiar contra a mulher, além de envolver menosprezo e discriminação à condição de mulher, configurando feminicídio. A denúncia também descreve que o crime teria sido motivado por interesses patrimoniais, uma vez que, antes e após o homicídio, o acusado teria adotado medidas para obter controle financeiro sobre bens e valores da vítima, incluindo movimentações bancárias em benefício próprio.

De acordo com o promotor, após o feminicídio, o denunciado levou o corpo de Nilza até outro imóvel da vítima e, com o auxílio de maquinário previamente contratado sob o pretexto de construção, o enterrou, caracterizando o crime de ocultação. Em seguida, ainda segundo a acusação, buscou dificultar a apuração dos fatos ao retirar equipamentos de armazenamento de imagens da residência e simular o desaparecimento da vítima.

A denúncia relata também que Jackson Pinto da Silva utilizou o celular da própria vítima para enviar mensagens a familiares, simulando um sequestro e exigindo pagamento de resgate, além de ter comparecido à delegacia para registrar ocorrência falsa. A versão apresentada, entretanto, foi contradita por elementos probatórios reunidos durante a investigação, levando à descoberta da dinâmica criminosa e à localização do corpo.

O promotor de Justiça requer o prosseguimento da ação penal até o julgamento pelo Tribunal do Júri, além da fixação de valor mínimo para reparação dos danos causados aos familiares da vítima.

A informação é da assessoria do MP.

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