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UFMT Sinop integrará pesquisa sobre saúde na região amazônica

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Redação Só Notícias (foto: Aleksandro Fama)

Uma palestra realizada, esta semana, no auditório do Programa de Pós-graduação em Ciências em Saúde da UFMT Campus Sinop marcou a apresentação do projeto IARA-Saúde, iniciativa inédita que será desenvolvida na região amazônica para avaliar as condições de saúde de servidores de universidades públicas. A exposição foi conduzida pelo coordenador e professor Paulo Lotufo, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com a participação de docentes e acadêmicos.

O projeto está em fase de estruturação e tem início previsto para o próximo ano, envolvendo servidores técnico-administrativos e docentes da UFMT Sinop e de outras instituições de ensino superior situadas na Amazônia. A proposta é coletar dados em larga escala sobre fatores que interferem na saúde desses profissionais, como condições de trabalho, hábitos de vida e indicadores clínicos.

“Estamos apresentando um projeto inédito que será desenvolvido aqui em Mato Grosso. Vamos começar no próximo ano fazendo uma avaliação de todos os servidores da universidade, em conjunto com outras universidades da região amazônica, para termos uma ideia dos principais fatores que interferem na saúde deles”.

Segundo o pesquisador, Sinop foi escolhida por sua posição estratégica. “É um centro importante. A Universidade Federal de Mato Grosso integra o conjunto de universidades da região amazônica, e essa é a razão da participação do campus no estudo”.

A professora do Instituto de Ciência da Saúde (ICS), Ana Lúcia Sartori, afirmou que a pesquisa será conduzida em etapas. Na fase inicial, o foco será a participação de servidores da UFMT. Em momento posterior, está prevista a inclusão de povos tradicionais e, mais adiante, a ampliação para outros segmentos da população em geral, o que deve reforçar o caráter regional e social do projeto.

O estudo ainda está em fase de planejamento. Por se tratar de uma pesquisa de grande porte, a coleta de dados deverá envolver entrevistas, exames laboratoriais e amostras de sangue, entre outros instrumentos, respeitando protocolos éticos e científicos.

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