A prefeitura confirmou, esta semana, a destinação de R$ 96 mil via pregão eletrônico para a aquisição de plataforma elevatória automatizada, destinada para trabalhos em altura. O equipamento será usado prioritariamente nas atividades operacionais da nova ala no cemitério municipal, com 18 blocos de acomodação vertical e que ofertará 1.080 novas urnas. As obras de implantação já se encontram em processo licitatório.
Foi ponderado na justificativa contratual que o aparato hidráulico garantirá acesso seguro, ergonômico e eficiente aos módulos superiores das gavetas de sepultamento, cuja altura é incompatível com o alcance manual dos servidores, viabilizando a execução adequada dos serviços funerários em conformidade com as condições estruturais atualmente autorizadas para o local.
Do ponto de vista da saúde e segurança do trabalho, a utilização do sistema elevatório ainda contribui significativamente para a mitigação de riscos ocupacionais, envolvendo o manuseio manual de cargas, a adoção de posturas repetitivas, o risco de queda de objetos, o desconforto térmico, a exposição à radiação ultravioleta, a agentes biológicos e a produtos químicos utilizados na limpeza.
A estrutura destinada à operação cemitério vertical será composta por 60 lóculos em cada bloco, selados em tampas de granito e que contarão com sistemas de exaustão. O projeto ainda inclui tecnologias de tratamento de gases (com base em filtros de carvão ativado/antracito) e coleta de necrochorume direcionada a tanques sépticos, prevenindo a contaminação do lençol freático, em conformidade com a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).
De acordo com a gestão, a área de sepultamentos já foi reprovada anteriormente para o funcionamento convencional (em formato horizontal) em razão das características do solo e profundidade do lençol freático, conforme estudo hidrogeológico realizado ainda em 2007. Na época, foram medidos os níveis d’água de poços, um dentro do cemitério com 3,05 m e outro externo com 2,40 m de profundidade. Tais níveis freáticos próximos à superfície indicavam a possibilidade de poluição do aquífero, sendo que as covas ficam acerca de 1,20 m de profundidade.
Dentre as soluções viáveis estavam a definição de uma nova área para o cemitério, enquadrando-se com a legislação ambiental vigente, ou o processo de verticalização do cemitério.
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