Mato Grosso registrou uma queda expressiva de 5,2% no volume de serviços em março de 2026 na comparação com o mês imediatamente anterior, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado negativo mato-grossense foi um dos mais intensos do país, ficando atrás apenas de de Mato Grosso do Sul (-6%). Pernambuco (-3,9%) e São Paulo (-2,1%) também tiveram resultados negativos. Em nível nacional, o setor de serviços recuou 1,2% em março de 2026 em relação a fevereiro, após estabilidade no mês anterior, com queda acompanhada por todas as cinco atividades investigadas.
Entre as 27 unidades da federação, 13 assinalaram retração no volume de serviços em março de 2026 na comparação com o mês imediatamente anterior. A principal influência negativa veio de São Paulo, puxado principalmente pela queda observada nas atividades jurídicas e serviços financeiros auxiliares. Em contrapartida, Distrito Federal (10,3%) e Rio de Janeiro (1,8%) exerceram as principais contribuições positivas do mês, seguidos por Santa Catarina (2,7%), Paraná (0,3%), Rio Grande do Norte (2,1%) e Alagoas (2,5%).
Na comparação com março de 2025, o volume de serviços no Brasil teve expansão de 3%, seu 24º resultado positivo consecutivo, com avanço acompanhado por quatro das cinco atividades pesquisadas. Nessa comparação anual, no entanto, Mato Grosso também registrou queda de 2,1%, figurando entre os estados que lideraram as perdas do mês ao lado da Bahia (-2,9%), Ceará (-3,3%), Amazonas (-3,9%) e Goiás (-2,0%).
No acumulado do ano, o volume de serviços no país expandiu 2,3% frente a igual período de 2025, enquanto o acumulado nos últimos doze meses aumentou 2,8% em março de 2026, mantendo o ritmo de expansão frente a fevereiro. O índice de atividades turísticas apontou retração de 4,0% em março de 2026 frente ao mês imediatamente anterior, e o volume de transporte de passageiros recuou 3,4% no mesmo período.
O analista da pesquisa do IBGE, Luiz Carlos de Almeida Junior, explicou que, nos últimos cinco meses, foram observados um mês de estabilidade e quatro meses de variação negativa, o que faz com que o setor de serviços acumule queda de 1,7% desde outubro de 2025, mês em que foi observado o ponto mais alto da série. Ele destacou que o setor de transportes foi o principal responsável pela queda observada no Brasil nessa comparação mensal, influenciado principalmente pela queda no transporte rodoviário de cargas e no transporte aéreo de passageiros. As demais quedas nacionais vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,1%), de informação e comunicação (-0,9%), dos outros serviços (-2,0%) e dos serviços prestados às famílias (-1,5%).
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