O presidente da câmara, Airton Callai (Republicanos), estimou que para a construção de um anel viário que desvie o tráfego de carretas e caminhões da área urbana, serão necessários cerca de R$ 600 milhões. Hoje a distância projetada é de 20 km da cidade e, na nova proposta, passaria a ser de 27 km (aumentando 7 km) assim como a possibilidade de travessias urbanas na BR-163, será discutida na audiência pública, amanhã (29), às 19h, na câmara, com a participação de autoridades locais e representantes da Nova Rota Oeste. “A concessionária só vai fazer uma coisa – ou ela vai fazer a travessia como na cidade de Nova Mutum, por exemplo, ou ela vai fazer o anel viário. Se ela fizer o anel viário, o município vai fazer as travessias”, disse.
Callai ressaltou a importância da participação da comunidade para evitar desinformações em redes sociais. “Quero reforçar que o município, até o primeiro momento, nunca disse que não vai fazer travessias mais seguras, tanto para pedestres como para ciclistas, e fazer as trincheiras ou viadutos, se necessário for, mas para isso nós temos que ter a posse do local e só vamos conseguir fazer isso logo após o início, se for assim feito, do anel viário, onde a gente pode fazer um convênio com a concessionária para nós definirmos quanto a isso. Eu convido a todos para que venham realmente, falar suas vontades, seus desejos”, afirmou.
Conforme Só Notícias já informou, Callai manifestou preocupação com a quantidade de travessias previstas no projeto, avaliando que o número proposto é insuficiente para atender à demanda atual e futura do município. Segundo ele, há uma distinção importante entre viadutos e travessias urbanas, já que nem todos os viadutos permitem a ligação direta entre os dois lados da cidade. Nesse contexto, destacou que, embora o projeto contemple três viadutos, apenas duas travessias efetivas estariam garantidas, o que, em sua avaliação, não supre as necessidades de mobilidade de Lucas do Rio Verde.
O presidente também enfatizou, anteriormente, a relevância da implantação do contorno viário como medida estratégica para reorganizar o fluxo de veículos. A proposta prevê a criação de uma rota alternativa que contribuiria para a redução do fluxo interno, melhoria do trânsito e preparação da cidade para o crescimento futuro.
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