Mais de 25,9 mil crianças foram registradas sem o nome do pai em Mato Grosso em cinco anos, período em que os casos cresceram 40,4%, saindo de 3.311, em 2020, para 4.651, em 2025, consolidando a ausência paterna como uma realidade persistente no Estado. Os dados são da Associação dos Notários e Registradores do Estado de Mato Grosso (Anoreg/MT).
No ano passado, quando o número atingiu o pico da série, foram aproximadamente 13 crianças registradas por dia só com o nome da mãe. Como parâmetro, esse volume representa 7,53% de todos os nascidos vivos em cinco anos: 25.923 registros sem o nome do pai diante de 344.334 nascimentos.
Em Cuiabá, o avanço é ainda mais acelerado. A capital acumulou 5.603 registros no mesmo intervalo de tempo, com alta de 90,3%, ao saltar de 600 para 1.142 casos entre 2020 e 2025.
Em média, são cerca de três crianças registradas por dia sem o nome do pai, indicando maior concentração do problema em áreas urbanas. Na prática, por trás dos números, estão histórias que começam já marcadas pela ausência.
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