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Condenado a 48 anos de cadeia em MT homem que matou namorada e jovem

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Só Notícias (foto: arquivo/assessoria)

O tribunal do júri da Comarca de São José dos Quatro Marcos (315 km de Cuiabá) condenou, hoje, Millykovik de Almeida Pereira a 48 anos, 7 meses de reclusão, em regime fechado pelo duplo homicídio qualificado, sendo um deles reconhecido como feminicídio, cometido no contexto de violência doméstica e familiar, com emprego de recurso que dificultou a defesa de Marielly Ferreira Campos, de 16 anos, companheira do réu, e Wallisson Rodrigo Scapin Gasques, de 25 anos.  das vítimas. Os crimes foram em junho do ano passado, por volta das 3h40, em uma residência nas imediações do Mini Estádio Municipal.

O promotor Jacques de Barros Lopes sustentou a tese acusatória, defendendo o reconhecimento das qualificadoras descritas na denúncia. Conforme apurado nas investigações, o réu mantinha relacionamento amoroso com a adolescente, mas tinha conhecimento que ela também se envolvia afetivamente com a outra vítima, situação que já havia motivado desentendimentos anteriores. Ao se dirigir até a residência onde Marielly se encontrava, Millykovik flagrou a jovem e Wallisson juntos, na casa.  Com intenso sentimento de raiva, ciúmes e inconformismo, ele pegou uma faca e desferiu diversos golpes contra nos dois. O promotor sustentou que o ataque ocorreu de forma repentina, durante a madrugada, em ambiente fechado, impedindo qualquer possibilidade de defesa ou reação das vítimas. 

Os jurados acolheram integralmente a tese reconhecendo o feminicídio em razão da condição do sexo feminino da vítima Marielly, no contexto da violência doméstica e familiar, além do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa das vítimas. O juiz que presidiu o júri fixou a pena em patamar elevado, determinando o cumprimento em regime fechado e a manutenção da prisão.

“Trata-se de uma condenação que reafirma o compromisso do sistema de Justiça com a proteção da vida das mulheres e com o enfrentamento à violência doméstica e familiar. Além disso, a pena aplicada reflete a gravidade dos fatos e a forma covarde como o crime foi cometido”, analisou, através da assessoria, o promotor de Justiça. 

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