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Presidente da Abrazpe diz que Nortão é “potência” e que Sinop precisa de ZPE com novo ciclo de industrialização

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Só Notícias/Wellinton Cunha (foto: assessoria)

Sinop está avançando na implantação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE). O presidente da Associação Brasileira de Zonas de Processamento de Exportação (Abrazpe), Helson Braga, se reuniu com lideranças empresariais, dirigentes de entidades e lideranças políticas apresentando o funcionamento, os requisitos para implantação e os impactos econômicos positivos esperados para o município e toda a região. O encontro foi na sexta à noite, organizado pela secretaria de Desenvolvimento Econômico e parceiros. Helson explicou, ao Só Notícias, que a ZPE funciona como um distrito industrial estruturado com diferenciais competitivos relevantes. “A ZPE, na verdade, é um distrito industrial. Porque é uma área com a infraestrutura, para as empresas funcionarem dentro dessa área, seja ela industrial ou de serviços também. A ZPE oferece regimes tributário, administrativo e cambial diferenciados, ampliando a competitividade das indústrias”.

Segundo ele, “tem um ganho para a população, de maneira geral, porque gera emprego. E, hoje, o grande desafio que se apresenta para os gestores públicos é promover geração de empregos. E, na verdade, você não consegue gerar emprego se você não estimular que as empresas se instalem e se expandam”, expôs, destacando que a implantação de uma ZPE envolve atuação conjunta dos governos federal, estadual e municipal como indutores do desenvolvimento.

Helson também ressaltou que o modelo já é consolidado internacionalmente como instrumento de desenvolvimento econômico. “É um mecanismo que o mundo inteiro já tem visto como uma forma de promoção de desenvolvimento já reconhecido no mundo inteiro, na China, Estados Unidos, enfim, todo mundo. Então, está na hora do Norte do Mato Grosso, que é uma potência do agronegócio, avançar, agregando valor às suas commodities e gerando mais emprego e desenvolvimento”, disse, acrescentando que os efeitos ultrapassam os limites do município. “Você não vai estar desenvolvendo só o desenvolvimento de Sinop, mas de toda a região de influência”.

Ao abordar os investimentos necessários, o presidente da Abrazpe evitou estimar valores, mas detalhou as exigências estruturais para viabilizar o projeto. “Você precisa de um fundo. Se você botar a empresas ali dentro, você tem que botar energia, tem que botar acessos, tem que ter tratamento de resíduos, água. Quer dizer, você tem que botar as condições disponíveis, as condições que permitam as empresas funcionarem, se instalarem e se funcionarem. E isso tem custo, obviamente”, explicou.

Ele destacou que a implantação envolve dois tipos de infraestrutura: interna, dentro do distrito, e externa, relacionada ao acesso e fornecimento de serviços essenciais, acrescentando que a responsabilidade é compartilhada entre poder público e iniciativa privada.

Nesse contexto, Helson enfatizou o papel das parcerias público-privadas (PPPs) como modelo ideal para viabilizar o projeto. “Existe uma responsabilidade de promover essa infraestrutura, não apenas do poder público, como também de quem está implantando e desenvolvendo as ZPEs. Porque no fundo, as ZPEs são um negócio. É uma empresa, enfim, um grupo, vai disponibilizar sua terra, vai preparar aquela terra, dotar de infraestrutura e vai ganhar dinheiro, arrendando ou vendendo os espaços dentro desse distrito industrial. É um negócio, é capitalismo, é economia de mercado. O espaço onde acontece isso é a famosa PPP”, detalhou.

Durante o encontro, também foi apresentado o potencial estratégico de Sinop para receber uma ZPE, considerando sua localização e força econômica, especialmente ligada ao agronegócio. Helson avaliou que o projeto pode representar um novo ciclo de desenvolvimento regional, com foco na industrialização e na agregação de valor à produção.

“O mundo inteiro hoje reconhece que o Mato Grosso é uma potência do agronegócio, produz-se muitos commodities aqui. Nada errado em produzir commodities. Todo mundo precisa, é um bom negócio. Mas que tal a gente pegar uma parte desses commodities e processá-las, agregando valor e gerando emprego e ganhando mais dinheiro? É isso que significa as ZPEs”, afirmou.

Ele lembrou que iniciativas semelhantes já avançaram no Estado, citando o caso de Cáceres (230 km a Oeste de Cuiabá), cuja ZPE foi estruturada anos passado após décadas de articulação e o governo de Mauro Mendes ter concluído o empreendimento. “Hoje, a gente está dando um chute inicial. A gente vai fazer aqui o que a gente já fez lá em Cáceres desde o começo dos anos 90 e finalmente a gente conseguiu, há cerca de dois anos, colocar de pé e inaugurar a ZPE recentemente. Agora estão dadas as condições para o desenvolvimento daquela área”, disse.

Helson ainda apontou a possibilidade de expansão do modelo para outras regiões de Mato Grosso, como Água Boa, e defendeu que o Estado pode estruturar múltiplos polos de desenvolvimento. “O Estado do Mato Grosso poderá tranquilamente comportar mais três instrumentos desse desenvolvimento e alicerçar o seu desenvolvimento em cima desses três polos e colocar o Estado finalmente para diversificar a sua base econômica”, afirmou.

Para ele, o avanço das ZPEs representa a entrada definitiva do Brasil em uma estratégia já consolidada globalmente. “É um instrumento que o mundo descobriu há bastante tempo para promover essa agregação de valor, essa verticalização da diversificação econômica. O mundo inteiro já descobriu isso. A gente também está bastante atrasado aqui no Brasil, mas vamos entrar em campo agora. Estamos no jogo”, concluiu.

O encontro foi articulado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, José Pedro Serafini, que mobilizou entidades e lideranças para tratar da ZPE em Sinop.

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