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Sinop: greve de técnicos afeta aulas na UFMT e tem apoio de professores e alunos

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Só Notícias/Wellinton Cunha (foto: assessoria)

A greve dos servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), iniciada na última segunda-feira (13), ainda está em fase de adesão no campus de Sinop, mas alguns reflexos já podem ser percebidos, informou, ontem, ao Só Notícias, Maycon de Paula, diretor da subseção local do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior em Mato Grosso (SINTUF).

Ele acrescentou que ainda não há um número consolidado de participantes, já que o comando de greve local depende do contato dos servidores que decidem aderir. O campus conta, atualmente, com pouco mais de 100 técnico-administrativos. Serviços como a biblioteca tiveram as atividades interrompidas, enquanto o setor de tecnologia da informação opera com apenas 30% da capacidade, por ser considerado essencial. As aulas práticas de laboratório também foram afetadas, já que, em muitos casos, deixaram de ocorrer ou estão sendo realizadas sem a presença de técnicos.

Segundo Maycon, a mobilização tem recebido apoio da comunidade acadêmica, especialmente dos docentes. “Muitos professores nem dão aula prática durante esse período de greve dos técnicos, por reconhecer a importância da presença do técnico no laboratório durante a aula e por questão de segurança também. De maneira geral, a gente recebe apoio porque todas as categorias, em algum momento, acabam recorrendo à greve para buscar melhorias. Então, tanto professores quanto alunos também já tiveram esses momentos de greve, então imagino que todos entendam a situação pela qual a gente está passando no momento”, disse.

Entre as principais demandas da categoria estão o cumprimento de acordos firmados ao final da greve nacional de 2024, regulamentação da jornada de trabalho igualitária, implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), avanço na racionalização dos cargos e reposicionamento dos aposentados.

Sobre as negociações com o governo federal, Maycon destaca que o diálogo permanece em andamento, com reuniões sendo realizadas, mas sem avanços concretos até o momento. Ele ressalta que mais de 50 universidades federais estão com técnicos em greve em todo o país, o que reforça a dimensão nacional do movimento.

Os servidores foram convocados para uma assembleia geral na próxima quarta-feira (22), que ocorrerá de forma presencial nos campi e seções sindicais. Em Sinop, o encontro deve servir para atualizar os trabalhadores sobre o andamento da greve, as ações realizadas até agora e a situação das negociações em Brasília. Representantes da UFMT integram o comando nacional de greve e farão a ponte entre as decisões tomadas em nível nacional e os encaminhamentos locais.

A greve em Mato Grosso acompanha movimento nacional que em outros Estados ocorre desde 23 de fevereiro. Ao todo, 350 servidores votaram pela adesão no Estado, e a paralisação também conta com a participação de técnicos da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). Atualmente, cerca de 50% da categoria está paralisada em estados como Minas Gerais, Bahia e Paraná, sem previsão de encerramento.

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