PUBLICIDADE

Moradora de Lucas consegue incluir mãe biológica e pai socioafetivo em registro civil após 40 anos

PUBLICIDADE
Redação Só Notícias (foto: assessoria)

Uma monitora escolar de 46 anos, moradora de Lucas do Rio Verde, com apoio da Defensoria Pública do Estado, conseguiu na Justiça a retificação de seu registro civil, garantindo o reconhecimento oficial de sua mãe biológica e de seu pai socioafetivo. A decisão foi proferida no mês passado e encerra uma espera que começou ainda em 1980.

Kelly Benedita Carvalho da Luz passou a ter em sua certidão de nascimento os nomes de Vanda Maria de Carvalho Luz, sua mãe biológica, e de José da Luz, que a criou desde o primeiro ano de vida e sempre exerceu o papel de pai. Antes, seus avós maternos, Lísia Fermina dos Santos Carvalho e José Paes de Carvalho (falecido em 2009), constavam como pais — prática comum à época para evitar o estigma social enfrentado por mães jovens.

“Era uma coisa que eu tinha muita vontade. Tive que comprovar, foi muito burocrático, mas contei com o apoio da Defensoria. Estou ansiosa para receber logo a certidão atualizada”, relatou Kelly. Segundo o defensor público Diogo Madrid Horita, o caso demonstra que o acesso à justiça vai além de procedimentos formais. “Por meio de uma atuação sensível e humanitária, a Defensoria Pública […] restabeleceu a verdade biológica, cicatrizando uma ferida histórica no seio familiar e produzindo efeitos que transcendem a esfera íntima”, afirmou.

A história de Kelly teve início em Cuiabá, quando sua mãe biológica tinha apenas 16 anos e vivia em situação de vulnerabilidade. Para proteger a jovem e a recém-nascida, os avós decidiram registrá-la como filha. Apesar da formalidade, a convivência familiar sempre refletiu a verdade dos laços afetivos. Kelly afirma não guardar mágoas da decisão tomada no passado. “Minha avó agiu de boa-fé. Minha mãe conta que sofreu muito”, disse. Pouco tempo depois, Vanda formou uma nova família com José da Luz, que assumiu a criação da menina como filha.

“Ele escolheu ser meu pai quando minha mãe estava desamparada. Eu até esqueço que ele não é o biológico. Sempre chamei ele de pai”, contou. A mudança no registro ganhou urgência nos últimos anos, principalmente por questões familiares e legais, como o crescimento dos filhos de Kelly e a saúde fragilizada da avó, hoje com 96 anos. “Se acontecer algo, no papel minha mãe é tia dos meus filhos”, explicou.

A ação foi proposta em novembro do ano passado pelo defensor público Gonçalbert Torres de Paula e resolvida de forma célere por meio de acordo. Em audiência realizada no dia 25 de fevereiro, todos os envolvidos confirmaram os vínculos afetivos. “Eu sempre a tratei como minha filha. Participei do batismo dela. Estou decidido a ter meu nome como pai da Kelly”, declarou José da Luz. A sentença, homologada pelo juiz Ricardo Nicolino de Castro, determinou a imediata retificação do registro.

As informações são da assessoria da Defensoria Pública do Estado.

Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Sindicato convoca assembleia para avaliar greve nas instituições federais de ensino em Mato Grosso

O Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições...

Maiara e Maraísa farão show em exposição no Nortão

A prefeitura de Feliz Natal (130 quilômetros de Sinop)...
PUBLICIDADE