A coordenação da Operação de Desintrusão da Terra Indígena Sararé, no Mato Grosso, promovida pelo governo federal, divulgou hoje um novo relatório das ações realizadas nas últimas duas semanas. Segundo o Nilton Tubino, foram inutilizados 80 quilos de explosivos, 20 mil litros de diesel e 4 mil litros de gasolina. “Gerador e motor só funciona com combustível. Sem isso, o garimpo não se viabiliza. O nosso foco é seguir ampliando fiscalizações e repressões para aumentar o prejuízo à atividade ilícita, inviabilizar e retirar os invasores persistentes”, afirmou Tubino.
Além das apreensões dentro da Terra Indígena, as equipes da força-tarefa atuam em toda região, estendendo o raio de atuação para identificar possíveis ‘redes de apoio’, como é o caso de postos de gasolina autuados por irregularidades. Na última semana, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) lacrou um posto de combustível localizado no município de Cárceres/MT por indícios de irregularidades na aquisição e venda de combustível. Além de o estabelecimento ter sido interditado, os agentes retiraram dois reservatórios de combustíveis desta unidade, com capacidade para armazenar 70 mil litros em cada um, com intuito de suspender a atividade e evitar reincidências de fraudes.
Antes, um outro posto de combustíveis, localizado no município de Pontes e Lacerda, também foi autuado. Segundo relatório da Agência, foram identificadas movimentações atípicas na aquisição de combustíveis, com volume superior ao que consta em notas fiscais e, ainda, o funcionamento sem a devida autorização da ANP. “Sua localização estratégica e estrutura observada indicam forte potencial de utilização como ponto de apoio logístico para abastecimento de garimpo ilegal”, diz a ANP.
Outro dado relevante no fechamento destes dois postos foi a identificação de sócios sendo também responsáveis pela revenda irregular em ponto estratégico na rodovia BR-070, km 663. Conforme dados da ANP, este local não registra aquisição de combustíveis desde o ano de 2023, sendo mais um indício de destinação às atividades de garimpo ilegal.
Desde que foi deflagrada, a megaoperação realizou 310 ações, que incluem fiscalizações, operações aéreas, terrestres, fluviais. O prejuízo estimado até o momento aos garimpeiros chega a R$ 36,9 milhões, com a inutilização de 64 acampamentos, 220 motores de garimpo, 92 geradores, 38 motocicletas, 69 maquinários leves, entre outros.
A megaoperação é promovida com a integração do trabalho de órgãos como a Casa Civil, que coordena a desintrusão, o Ministério dos Povos Indígenas, a Funai, o Ministério da Defesa, a Abin, a AGU, o Ibama, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional e o Censipam, entre outros órgãos.
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