Durante a COP15 da convenção sobre espécies migratórias, que acontece em Campo Grande até sábado (29), foi anunciada, ontem, a ampliação de duas áreas protegidas no Pantanal em Mato Grosso, sendo elas a estação ecológica do Taiamã e o parque nacional do Pantanal, criadas em 1981. O acréscimo será de 104,2 mil hectares sob proteção ambiental.
A Taiamã fica em Cáceres (220 km de Cuiabá). Com a ampliação, a área total da estação vai passar de 11,5 mil para 68,5 mil hectares. De acordo com Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a unidade é uma ilha fluvial delimitada pelo rio Paraguai e constituída principalmente por campo inundável, com uma variedade grande de ambientes aquáticos – como lagoas permanentes, temporárias, lagoas de meandro e corixos.
O nome da estação tem origem na gaivota pescadora taiamã, também conhecida como trinta-réis (Phaetusa simplex). A unidade permite a sobrevivência e a reprodução da fauna ictiológica (conjunto de peixes), de diversos representantes da avifauna (conjunto de aves), além de espécies vegetais, que vão desde ervas até árvores de grande porte. Em 2021, pesquisadores descobriram uma comunidade de onças que pescam peixes e jacarés para se alimentar. O hábito é diferente de outros felinos da espécie, que se alimentam de mamíferos terrestres, de acordo com a Agência Brasil.
Já o parque nacional do Pantanal fica em Poconé (100 km da capital). Com a ampliação, a área total do parque vai passar de 135,9 mil para 183,1 mil hectares. Os limites do parque incluem o rio Paraguai, ao sul e a oeste; o rio Caracará Grande, a noroeste; o rio São Lourenço, a sudeste; o rio Caracarazinho, a leste, e zona de inundação periódica, de influência dos rios Alegre e Caracarazinho, ao norte. Também tem uma ligação com a área natural de manejo integrado San Matias, localizada na Bolívia.
O parque é considerado de alta inundação, por períodos de até oito meses. Além da água do rio Paraguai, recebe água do São Lourenço, por transbordamentos do leito durante as cheias. O ICMbio divulgou uma lista de espécies ameaçadas protegidas nessa unidade que incluem o gato-maracajá, o tamanduá-bandeira, a onça-pintada, jacu-de-barriga-castanha, tatu-canastra, ariranha, caboclinho-do-sertão, estilete e cervo-do-pantanal.
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