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Reservatório da usina Colíder volta ao nível normal após problemas em drenos que causaram muitos danos

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Redação Só Notícias (foto: assessoria/arquivo)

A concessionária concluiu o reenchimento do reservatório da usina Colíder, hoje, com retorno do rio ao nível de 272 metros acima do nível do mar, considerado normal, mesmo patamar em que se encontrava em agosto do ano passado. O procedimento de reenchimento durou pouco menos de um mês, obedecendo ao limite diário máximo de subida de 25 centímetros.

De acordo com a assessoria, nesta fase, foram realizadas inspeções embarcadas por terra e aérea com apoio de helicópteros e drones. Equipes de campo realizaram vistorias em toda a área do reservatório, priorizando o afastamento natural e realizando resgates apenas quando indispensáveis. A empresa também realizou monitoramento da qualidade da água em vários pontos do reservatório e os “os resultados mostram que as condições ambientais continuaram dentro do normal, a usina segue estável, em operação e dentro dos padrões de segurança”.

Conforme Só Notícias já informou, em agosto do ano passado, após identificação de problemas em alguns drenos, o nível de atenção caiu para o nível de alerta, houve rebaixamento que impactou negativamente – trechos do rio secaram, houve relatos de peixes mortos e diversos barcos que estavam em uma marina, na região, acabaram ficando encalhados. Em outubro foi divulgado laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), apontando danos e impactos ambientais. A perícia foi determinada pelo Ministério Público do Estado. A assessoria da Politec confirmou que foi avaliada a extensão dos danos à vegetação, ictiofauna, fauna terrestre e semiaquática, processos erosivos, riscos geotécnicos de piping (erosão tubular interna) e fraturamento do solo, além das alterações físico-químicas e biológicas na água a montante e a jusante da barragem. À época, o perito oficial Rafael Nunes, informou que “constatamos um evento de mortandade de peixes em andamento que possuem uma função ecossistêmica importante. A morte dos peixes foi causada pelo rebaixamento do nível do reservatório, o que causou o aprisionamento de algumas espécies em poças d’água. Também em virtude do rebaixamento do reservatório foram detectadas erosões e decaimento das margens do reservatório. A qualidade da água em alguns trechos do reservatório vem apresentando piora de índices, como oxigênio dissolvido e turbidez”.

Ainda em outubro passado, a prefeitura de Colíder informou que, com a redução do lago, o impacto negativo na arrecadação pela perda na produção de energia para Colíder chega a R$ 100 mil ao mês. 

O Ministério Público abriu inquérito para apurar todos os impactos.

As intervenções recomendadas foram executadas e concluídas em dezembro e, mês passado, a começou o reenchimento. A usina opera em trechos do Teles Pires situado nos municípios de Colíder, Nova Canaã do Norte, Claudia e Cláudia.

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