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Guerra no Oriente Médio deve elevar custos de produção, energia e logística em Mato Grosso, aponta entidade

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Redação Só Notícias (foto: Só Notícias/Lucas Torres)

A escalada das tensões entre Irã, Israel e Estados Unidos pode provocar impactos diretos na economia de Mato Grosso, principalmente por meio da elevação dos custos de produção, energia e logística. A avaliação é da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), por meio da área de Relações Internacionais, que divulgou uma análise preliminar sobre os possíveis reflexos do cenário geopolítico para o estado.

De acordo com a entidade, conflitos no Oriente Médio costumam pressionar os preços internacionais do petróleo. Para se ter ideia, desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o preço do barril do petróleo Brent (referência internacional de preço para o produto) já subiu 41%, até o dia 16 de março.

Esse movimento tende a provocar aumento no valor dos combustíveis, cenário já observado no mercado doméstico quando a Petrobras anunciou, em 13 de março, a elevação do preço do diesel para as distribuidoras. O valor médio do combustível passa a ser de R$ 3,65 por litro, um aumento de R$ 0,38 por litro, o que impacta diretamente a cadeia logística brasileira, um fator especialmente sensível para Mato Grosso, cuja produção depende majoritariamente do transporte rodoviário para escoamento.

Com o diesel mais caro, o custo do frete tende a subir, encarecendo o transporte de grãos, gado em pé, fertilizantes e defensivos agrícolas, insumos importantes para as agroindústrias de Mato Grosso. Além disso, o transporte dos produtos industriais para outros centros consumidores ou para os portos, com destino às exportações, também serão impactados pela alta do combustível.

Como o estado possui grandes distâncias entre áreas produtoras e corredores logísticos, a elevação do combustível pode gerar efeito cascata sobre diversos setores da economia, podendo impulsionar, inclusive, os preços dos produtos para o consumidor final e aumentando a pressão inflacionária no país.

Nos últimos cinco anos, Mato Grosso exportou aproximadamente US$ 5 bilhões para o mercado iraniano, o que faz do estado o principal estado brasileiro nas exportações ao Irã nesse período. No entanto, trata-se de produtos agrícolas como milho e soja, com vendas limitadas de produtos industriais.

Para o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, o principal ponto de atenção no curto prazo está justamente no possível aumento dos custos logísticos e produtivos. “Conflitos internacionais como esse costumam provocar alta no preço do petróleo, o que afeta diretamente o valor do combustível. Para um estado como Mato Grosso, que depende majoritariamente do transporte rodoviário para escoar sua produção, qualquer aumento no diesel impacta o custo do frete e, consequentemente, toda a cadeia produtiva”, afirmou.

Segundo a Fiemt, a magnitude dos impactos dependerá da duração e da intensidade do conflito no Oriente Médio, além de seus reflexos sobre os mercados internacionais de energia, câmbio e commodities. A entidade destaca que o cenário exige monitoramento constante, já que variações nesses indicadores podem influenciar diretamente a competitividade e os custos da produção no estado.

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