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Sinop: presidente da CDL critica fim da escala de trabalho de 6 x 1

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Redação Só Notícias (foto: assessoria/arquivo)

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Sinop, Edmundo da Costa Marques Neto, foi firme ao se posicionar contra a proposta que discute o fim da escala de trabalho 6 x 1 dias, no Brasil. Em meio ao debate nacional provocado pela proposta de emenda à constituição (PEC 8/2025), o dirigente afirmou ser “totalmente contra” qualquer mudança que reduza a jornada semanal. “Essa escala 6×1 só vem para atrasar a vida do empresário. Eu acredito que ainda no século 21 tentam sempre prejudicar quem trabalha e quem produz. Então, são leis que eles tentam deturpar no período eleitoral. É bacana para quem trabalha, mas para quem paga salário, para quem empreende, para quem contrata, dono de empresa, chega no final do mês, um dia a menos por semana no trabalho, você vai ter que repor essa vaga”, afirmou. Segundo ele, a dificuldade para encontrar profissionais qualificados poderia levar empresários a contratar mais pessoas apenas para manter o funcionamento das atividades.

Dados recentes do governo Federal, do ministério do Trabalho e Emprego, apresentado na Câmara dos Deputados, na última terça-feira (10), indica que a escala 6 dias de trabalho com 1 de folga já não é predominante no mercado de trabalho brasileiro. De acordo com o estudo, que analisou 50,3 milhões de vínculos registrados no sistema eSocial, apenas 33,2% dos trabalhadores cumprem jornada de seis dias de trabalho com um de descanso. A maioria, 66,8%, já trabalha em regime de 40 horas semanais distribuídas em cinco dias (segunda a sexta-feiras).

Os dados mostram que cerca de 14,8 milhões de pessoas ainda trabalham seis dias por semana, com jornadas iguais ou superiores a 44 horas. Em contrapartida, 29,7 milhões de trabalhadores já atuam em regime de 40 horas semanais, modelo considerado mais próximo da jornada 5×2. Com base nesses números, o ministério sustenta que a economia brasileira teria condições de absorver uma redução da jornada sem provocar desequilíbrios macroeconômicos.

O levantamento do ministério também aponta que a mudança poderia gerar um impacto adicional estimado de 4,7% sobre a massa de rendimentos no país, argumento utilizado por defensores da proposta para sustentar que a alteração pode melhorar as condições de trabalho sem comprometer o desempenho da economia.

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