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DNA confirma identificação de ossada encontrada em Sinop; DHPP investiga

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Só Notícias/Kelvin Ramirez e Fabiano Marques (fotos: Só Notícias/Fabiano Marques e reprodução)

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), confirmou que a ossada humana encontrada no dia 12 de janeiro deste ano numa área de lavoura próximo à estrada Monalisa, em Sinop, se trata de Hudson Dias, de 26 anos. A identificação foi possível após exame de DNA realizado pela Politec com material coletado do pai da vítima no Instituto Médico Legal em Cuiabá.

Segundo o investigador Wilson Cândido, o jovem estava desaparecido desde o final do ano passado. “Essa vítima desapareceu entre o final de dezembro e início do mês de janeiro. Não tínhamos nenhuma informação com relação ao desaparecimento. A irmã foi visitá-lo no dia seguinte e encontrou a casa com o portão aberto, o documento dele em cima da mesa da cozinha e o celular. Não tinha mais nenhuma evidência ali que houvesse algum tipo de luta corporal. Não tinha sinais de violência na residência. Tudo aparentava normal”.

Diante da falta de sinais de violência, a Polícia Civil passou a investigar a possibilidade de que Hudson tenha sido chamado até o portão da residência por alguém antes de desaparecer. “A ideia que nos dá, pela situação que estava a casa aberta, é que a vítima deve ter recebido algum telefonema, alguma coisa, chamaram ele até o portão e, neste momento, alguém pode ter sequestrado ele e levado”.

Para tentar identificar possíveis contatos antes do desaparecimento, os investigadores solicitaram à Justiça a quebra do sigilo telefônico da vítima, com o objetivo de analisar ligações e mensagens que possam indicar quem teve contato com Hudson antes de ele desaparecer. Wilson também afirmou que a vítima não tinha passagens criminais. “Até já levantamos junto aos parentes próximos, como o irmão dele, a mãe, a própria mãe e o pai, parece que ele era um rapaz muito introspecto, bem tranquilo, era de falar pouco, era sempre na dele, não mexia com ninguém e assim, até onde a gente levantou não tem passagens criminais, nenhuma, é um fato tanto quanto atípico, a não ser que ele tenha se envolvido em alguma situação em que a gente ainda não tenha conhecimento”.

No dia 12, a ossada foi localizada com as mãos e pés amarrados e, conforme a perícia da Politec havia sinais de disparos no crânio. Segundo Wilson, esse modus operandi é característico de envolvimento do crime organizado, mas que ainda será investigado. “A grande parte dos homicídios acontecidos aqui em Sinop, onde encontramos corpos com as mãos e os pés amarrados, muitas vezes decapitados, é proveniente do modo de operar de facções que tentam predominar aqui”.

As investigações continuam para identificar os responsáveis pela morte de Hudson e esclarecer as circunstâncias do crime.

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