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Casos de feminicídio em Mato Grosso crescem mais de 10%; Sinop lidera

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Só Notícias/Guilherme Araújo (foto: Só Notícias/arquivo)

A Diretoria-Geral da Polícia Civil confirmou aumento de 13% nos casos de feminicídio, entre janeiro a dezembro do ano passado, passando de 47 para 53 vítimas em 36 municípios do Estado. As informações foram publicadas no relatório de mortes violentas de mulheres e meninas por razões de gênero. Os crimes, investigados e classificados sob a referida natureza penal, foram identificados em todas as 15 Regiões Integradas de Segurança Pública (RISPs), demonstrando a descentralização da violência letal contra a mulher, que atinge desde grandes centros urbanos até municípios de pequeno porte.

Consta, no levantamento, maior concentração de ocorrências nos municípios de médio e grande porte. Sinop (RISP 3) assumiu a 1ª posição com o maior número absoluto de casos (6), seguida por Cuiabá (RISP 1), Várzea Grande (RISP 2) e Lucas do Rio Verde (RISP 14), todas com 3 registros cada. Cáceres, Guarantã do Norte, Nobres, Nova Mutum, Rondonópolis e Sorriso tiveram 2 feminicídios cada.

Os dados ainda apontam que as regiões Norte e Médio-Norte de Mato Grosso, com ênfase para a RISP 3, também concentraram o maior quantitativo com 9 ocorrências. Além de Sinop, ainda se destacaram as cidades de Sorriso (2) e Vera (1) e “indica maior incidência em polos de crescimento populacional e dinamismo econômico, que demanda ações preventivas estruturadas”, avaliou a diretoria.

Dentre os perfis, 72% das vítimas tinham entre 18 e 45 anos. Ao menos 79% foram mortas por parceiros considerados íntimos, com motivações variando entre a não aceitação de términos (28%), ciúmes (23%) e brigas de casal (23%). Já os crimes ocorreram mediante o uso de armas brancas (43%) e armas de fogo (38%). O número de acolhimentos decorrentes de medidas protetivas, no mesmo período, somou 18,2 mil registros.

Na série histórica compreendida entre os anos de 2020 e 2025, os registros de feminicídio em Mato Grosso apresentam oscilações relevantes, com picos persistentes de violência. Durante o período analisado, observa-se média aproximada de 49,6 feminicídios por ano, evidenciando a manutenção de níveis elevados desse tipo de crime no estado. Somente em 2020, foram computadas 62 mortes pelo crime.

Foi constatado aumento do número de casos, com o registro de 53 feminicídios, superior à média histórica e que configura o maior quantitativo desde o início da pandemia, sinalizando uma tendência de agravamento.

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